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HISTÓRIA DE SÃO LÁZARO
Lázaro de Betânia, na Judéia, teve a honra de merecer a amizade de Jesus e de desfrutar de sua companhia em sua própria casa. Este santo deve à amizade de Jesus, além da espetacular ressurreição do túmulo, o culto que recebe da Igreja ao longo dos séculos.
A casa de Lázaro era um lugar onde Jesus costumava passar alguns momentos de descanso. Apenas a três milhas de Jerusalém, era uma próspera propriedade agrícola, em Betânia. Lázaro era estimado e respeitado pela comunidade hebraica, pela origem nobre, honestidade e religiosidade da família. Tinha duas irmãs, Marta e Maria, e, ao que parece, os três eram solteiros. Essa amizade, não se sabe quando começou. As narrações feitas pelos evangelistas mostram Jesus sendo confortado pelas atenções dessas irmãs devido à sincera e confiante amizade do dono da casa. Notadamente, Lázaro era um amigo predileto, talvez um de seus primeiros discípulos.
Certo dia, o amigo adoeceu gravemente e as irmãs mandaram avisar Jesus, que estava pregando na distante Galiléia. Aparentando indiferença, Jesus continuou lá, em atividade, mais alguns dias. Veio, então, a triste notícia: "Lázaro, nosso amigo, dorme, vou despertá-lo do sono" disse Jesus. Os discípulos só entenderam que Lázaro havia morrido após a explicação clara de Jesus: "Lázaro morreu, mas me alegro por vossa causa por não estar presente, a fim de que acrediteis. Vamos vê-lo!" (Jo 11,14).
Quatro dias após o sepultamento, Jesus chegou. Marta chamou sua irmã Maria, e junto com Cristo foram ao sepulcro. As duas irmãs choraram e os amigos que estavam presentes se comoveram. O próprio Jesus também chorou. "Vejam quanto o amava", exclamaram os judeus que notaram o rosto de Jesus com lágrimas. Então, Jesus mandou abrir o sepulcro, entrou nele e, vendo Lázaro enfaixado, ordenou que ele saísse e andasse. Jesus tinha nas palavras a autoridade sobre a vida e a morte. E Lázaro viveu novamente. Alguns dias depois, Lázaro e suas irmãs ofereceram um banquete em agradecimento a Jesus pelo milagre realizado.
Depois desse evento, as Sagradas Escrituras não citam mais os três irmãos. A ressurreição de Lázaro assumiu valor simbólico e profético como prefiguração da ressurreição de Cristo. A casa de Betânia e o túmulo de Lázaro se tornaram as primeiras metas das peregrinações dos cristãos. Este santo é o único a ter o privilégio de ocupar dois túmulos, porque morreu duas vezes.
Embora uma antiga tradição Oriental diga que Lázaro foi bispo e mártir na ilha de Chipre e outra que ele teria viajado para a França e se tornado o primeiro bispo de Marselha, o certo é que Lázaro encerrou sua vida, santamente, como "amigo de Jesus" e, assim, merecedor de nossa veneração. A Igreja escolheu o dia 17 de dezembro para seu culto.
Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br
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HISTÓRIA DA SANTA LUZIA
Santa Luzia nasceu por volta do ano 280 d.C. em Siracusa na Itália, sendo filha de pais nobres.
Perdeu o pai ainda bem pequena, foi criada pela mãe Eutichia e através desta conheceu o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e a verdade cristã.
Decidia pela consagração fez votos perpétuos de castidade.
Eutichia começou a sofrer de grave enfermidade hemorrágica e Luzia sugeriu à mãe que visitassem o túmulo de Santa Ágata, muito venerada à época, na cidade de Catânia, por acreditar que obteriam o milagre da cura.

No local, Luzia pediu à mãe que suplicasse a intercessão da Santa junto a Jesus pelo milagre desejado.
Santa Luzia teve então uma visão de Santa Ágata dizendo-lhe que ela mesma já tinha conseguido, com sua fé, a cura de Eutichia.
Imediatamente Luzia orou ao amor de Jesus e sua mãe estava livre da doença.
Voltando a sua cidade doaram todos os seus bens e riquezas aos pobres.
Um jovem, enamorado de Luzia e com raiva pelos votos de dedicação ao cristianismo e um suposto acordo familiar de casamento desfeito, denunciou a santa às autoridades locais, que a mando dos romanos perseguiam e prendiam os seguidores de Cristo.
Luzia foi presa e em não abdicando de sua fé e de seu amor a Jesus, foi condenada a morte.
Conta a tradição que foi também dito que antes da morte a levassem a pior parte da cidade para que fosse prostituída, mas nem os soldados mais fortes conseguiram retirá-la do lugar, firme e imóvel como uma coluna, pois Deus não permitiria tal tortura e que quebrasse seus votos a Ele dedicados.
Outra história conhecida é a de que teve seus lindos olhos retirados como terrível castigo, mas qual não foi a surpresa que no dia seguinte Luzia tinha novamente seus olhos intactos restituídos pelo amor de Deus, como se nunca os tivessem tirado.
Que nossa querida Santa Luzia nos ajude a ver com os olhos da alma e do coração o amor de Jesus Cristo, que tenhamos também um olhar puro e caridoso para com os mais necessitados e, principalmente, que possamos transmitir este mesmo olhar ao próximo, revelando e praticando o mandamento de Nosso Senhor: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!
fonte: http://www.santaluziapoa.org.br/HSta_Luzia.aspx
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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS
O título de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, surgiu em 1700, com uma pintura do artista alemão Johann Schmidtner. A pintura, de 1,10 metros de largura por 1,82 metros de altura, encontra-se na capela de St. Peter am Perlach, em Augsburgo na Alemanha.
O artista, ao criar este painel, inspirou-se em Ap 12,1: "Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol (Mãe de Deus), a lua debaixo de seus pés (Imaculada Conceição), e na cabeça uma coroa de doze estrelas (Mãe da Igreja)"; e na frase de Santo Irineu: "Eva, por sua desobediência, atou o nó da desgraça para o gênero humano; Maria por sua obediência, o desatou".
Sobre a Virgem o Espírito Santo derrama suas luzes. Um dos anjos entrega a Maria uma fita com nós grandes e pequenos, separados e juntos, apertados e frouxos, que simboliza a nossa culpa original. Um outro anjo recebe das mãos de Maria a fita que cai livremente com os nós desfeitos. Significa uma vida mergulhada em Deus e na sua misericórdia e o poder libertador das mãos de Maria.
Na parte inferior do quadro, percebe-se uma área escura, simbolizando as sombras que dominam a terra. Nessa escuridão, vê-se um homem sendo guiado por um anjo até o topo da montanha. Na interpretação de muitas pessoas, trata-se do arcanjo Rafael, que acompanha Tobias e o ajuda a encontrar Sara, sua esposa, escolhida por Deus.
O Santuário Nacional de Maria Desatadora dos Nós, fica localizado na cidade de Campinas, São Paulo.
fonte: http://www.mariadesatadoradosnos.com.br
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História de NOSSA SENHORA DE GUADALUPE
Mesoamerica, o Novo Mundo, 1521: A capital do Império Azteca é derrotada pelas forças de Cortez. Menos de 20 anos depois, 9 milhðes de habitantes da terra, que professaram por séculos uma religião politeísta com cruéis sacrifícios humanos, são convertidos ao Cristianismo. O que aconteceu nestes tempos que produziram incríveis conversões e sem precedentes históricos?
Em 1531 uma "Senhora do Céu" apareceu a um pobre índio de Tepeyac, em uma montanha a noroeste da Cidade do México; Ela identificou-se como a Mãe do Verdadeiro Deus, instrui-o a dizer ao Bispo que construísse um templo no lugar, e deixou Sua própria imagem impressa milagrosamente em seu Tilma, um tecido de pouca qualidade (feito a partir do cacto), que deveria se deteriorar em 20 anos, mas não mostra sinais de deteriorização depois de 480 anos, desafiando qualquer explicação científica sobre sua origem. Aparentemente parece refletir em seus olhos o que estava a Sua frente em 1531!
Anualmente, Ela é visitada por 10 milhões de fiéis, fazendo de Sua Basílica no México, O Santuário Católico mais popular do mundo depois do Vaticano.
Ao todo 24 Papas tem honrado, oficialmente, à Nossa Senhora de Guadalupe. Sua Santidade João Paulo II, já visitou seu Santuário por 3 vezes: Em sua primeira viagem como Papa em 1979 e novamente em 1990 e 1999. Ele ajoelhou-se diante de Sua imagem, invocou Sua assitência maternal e dirigiu-se a Ela como a Mãe das Américas.
fonte: http://guadalupecampinas.com/nossa-senhora-de-guadalupe-padroeira
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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE LORETO
A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.
A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade.
Bento XV, em seu “Tratado de canonização dos Santos”, mesmo tendo declarado que não se trata de um dogma de fé, aceita a realidade da translação da residência da Virgem: “Todos os monumentos fornecem as provas: a tradição constante, os testemunhos dos pontífices romanos, assim como os milagres que não cessam de acontecer, confirmam o fato” e Sixto V, ao terminar a fachada da Basílica, mandou gravar em letras de ouro: “Casa da Mãe de Deus onde o Verbo se fez carne.”
João Paulo II lembra: ” Estas pedras corroídas pelo tempo, ícones do mistério da Encarnação, pelo qual “para nós, homens, e para a nossa salvação”, Deus, no momento da Anunciação, fez-se carne da Virgem Maria e fez-se homem assim como professamos no Credo”.
A habitação de Maria compreendia uma gruta cavada na rocha. Diante da abertura da gruta, havia um espaço circundado por três paredes; estas três paredes são as que constituem a Santa Casa e se tornaram objeto de veneração.
A humilde morada foi, de fato, misteriosamente transferida do Oriente para o Ocidente.
Segundo a tradição firmada séculos mais tarde, a Santa Casa teria sido transportada de Nazaré, para a Itália, lá chegando no dia 10 de dezembro de 1294, precisamente na floresta de Loreto, perto do porto, no território de Recanati.
A Santa Casa é a própria testemunha de sua origem. Nós nos empenharemos em seguir esta peregrinação, a mais popular da Itália.
Se nos séculos XVI e XVII Loreto foi um dos principais pontos de peregrinação depois de Roma e de Santiago de Compostela, os primeiros testemunhos datam do ano de 1315; entre os bens do bispado, no território de Recanati, havia uma igrejinha no campo, dedicada à Virgem Maria; lá se venerava a imagem de uma Madona tendo o Menino Jesus nos braços.
Um pequeno castelo contendo quatro torres permitia que se evitassem eventuais ataques piratas vindos do mar e não havia nada que impedisse o ardor dos peregrinos; a capela, então venerada, acabou sendo descoberta. Estradas e pontes que levassem até ela foram construídas; as pessoas da região eram muito apegadas a ela e as criancinhas eram estimuladas pelas mães a se voltarem para o santuário a cada manhã, para saudar a Santa Habitação, que abrigou a infância de Jesus.
Com o tempo, um caminho de ronda, guarnecido de pedras grandes e arredondadas, fortificações, um campanário e uma cúpula completavam a arquitetura sagrada; a igreja, vista do exterior, adquiriu assim, a feição de fortaleza.
Os Papas têm, desde sempre, reverenciado Loreto.
Podemos citar Urbano V, Urbano VI, o qual instituiu uma indulgência plenária, Nicola V e Pio II, que foram a Ancona para abençoar os cruzados. Em 1450, o impulso foi dado pelo próprio Papa Paulo II; artistas foram, então, convidados a fazer de Loreto o escrínio da Santa Morada, que foi revestida de mármore, sob a direção do arquiteto Bramante. Pintores, como Lorenzo Lotto, escultores como Lombardo, trabalharam com fervor para a edificação da igreja e para a sua decoração.
O Papa Julio II retirou Loreto da jurisdição do bispo de Recanati para atribuí-la diretamente à Santa Sé; quando terminou a era das cruzadas, Loreto tornou-se um centro de fervor, digno de substituir os lugares santos da Palestina, um centro Mariano europeu de suma importância, etapa tradicional em termos de peregrinações. É preciso imaginar peregrinos a viajar, de variadas formas, segundo seus recursos: nobres e ricos nas liteiras ou carruagens, com paradas para repousar, e os pobres, a pé, muitas vezes descalços, mulheres e enfermos sendo transportados em carroças; todos caminhavam em grupos de pelo menos trinta pessoas para evitar as emboscadas dos salteadores.
Para esse local de peregrinação convergiam celebridade e santos: Catarina de Sena, Francisco de Paula, Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Francisco de Bórgia, Luiz Gonzaga, Carlos Borromeu, Benoît Labre, para citar apenas alguns, se sucederam na visita à santa morada… e também a jovem Teresa Martin (Santa Terezinha do Menino Jesus)…
Lugar de cura e conversão: Quando a nau de Cristóvão Colombo foi surpreendida pela tempestade, o navegador fez a promessa de enviar um peregrino a Santa Maria de Loreto, “a qual se encontra na região de Marche, província de Ancona, terra do Papa; é a casa onde Nossa Senhora realizou e continua a realizar numerosos e grandes milagres”.
Leão X publicou a célebre bula em favor da Sagrada Casa, na qual exalta, inicialmente, as glórias deste santuário incomparável e, a seguir, os grandes, inumeráveis e contínuos milagres que Deus opera nesta igreja, por intercessão de Maria. O Papa Pio IX, em particular, foi curado neste local. O Papa Pio VII perguntou ao rapaz se ele já havia pensado na santidade do estado religioso. O jovem respondeu que já havia pensado nisso, sobretudo após a doença que Deus se aprouvera em enviar-lhe, mas que sua saúde, naquele momento, não lhe permitiria esta atividade assim como a das armas.
Pio VII o consolou e lhe garantiu que ele ficaria curado se aceitasse consagrar-se inteiramente a serviço de Deus. Encorajado por estas palavras, empreendeu o jovem conde a peregrinação a Loreto para implorar, no quarto que fora de Maria, a sua cura, prometendo-lhe que, se obtivesse tal favor, ele abraçaria o estado eclesiástico. A Santíssima Virgem o atendeu. Ele foi radicalmente curado, retornando a Roma para se tornar padre. Estava com vinte e um anos. Mais tarde, Pio IX devia se desobrigar magnificamente desta dívida de reconhecimento para com a Virgem Maria, proclamando ao mundo o dogma de sua Imaculada Conceição. Às graças da cura se acrescentam as graças da conversão.
Quanto a São José de Cuupertino, ele percebeu, durante uma visão, anjos penetrarem na casa, com as mãos plenas de dons celestes. A seguir, declarou a seu companheiro: “Olhai e vede as misericórdias de Deus que, como chuva abundante, inundam o santuário! Ó bendito lugar! Ó bem-aventurada morada!”
fonte:http://www.loreto.org.br/paroquia/nossa-senhora-de-loreto/
O título Nossa Senhora de Loreto tem como referencial a casa de Nazaré, onde viveu a Santíssima Virgem. Por um misterioso prodígio esta casa atravessou oceanos até fixar-se na Itália, em um bosque de loureiros, próximo à vila de Recanati.
Uma explicação plausível seria a seguinte: a fim de poupar a Santa Casa de Nazaré de invasões, onde templos e monumentos eram violados e destruídos, o Senhor ordenou a seus anjos que a transportassem pelos ares à cidade de Tersatz, na Dalmácia, em 10 de maio de 1291 e daí para um bosque de loureiros, em Loreto, na Itália, em 10 de dezembro de 1294.
Por causa dos constantes assaltos que sofriam os peregrinos, a Casa mudou-se para o alto de uma colina e, como aí houve discórdias entre os irmãos proprietários da terra, esta fixou-se, finalmente, no meio da estrada que liga Recanati ao litoral, onde permanece intacta até hoje, protegida por uma imensa igreja construída ao seu redor.
Buscando a verdade dos fatos, autoridades governamentais, eclesiásticas e técnicas da época, nada constataram de fictício ao analisarem as fundações que permaneceram em Nazaré ou a própria casa em Tersatz, apoiada apenas em suas paredes, desafiando explicações técnicas e científicas.
O inexplicável fenômeno da fé, do milagre da "Casa Voadora", sensibilizou os profissionais aviadores que se identificaram com a missão cumprida pelos anjos que transportaram, pelos ares, tão preciosa carga, adotando Nossa Senhora de Loreto como sua Protetora.
Prece dos Aviadores
Ó Maria, Rainha do Céu, gloriosa Padroeira da Aviação, ergue-se até vós a nossa súplica. Somos pilotos e aviadores do mundo inteiro; e, arrojados aos caminhos do espaço, unindo em laços de solidariedade as nações e os continentes, queremos ser instrumentos vigilantes e responsáveis da paz e do progresso para as nossas pátrias. Em vós depositamos a nossa confiança. Sabemos a quantos perigos se expõe a nossa vida; velai por nós, Mãe piedosa, durante os nossos vôos.
Protegei-nos no cumprimento do árduo dever cotidiano, inspirai-nos os vigorosos pensamentos da virtude e fazei com que nos mantenhamos fiéis aos nossos compromissos de homens e de cristãos. Reacendei em nossos coração o anelo dos bens celestiais, vós que sois a Porta do Céu; e guiai-nos, agora e sempre, nas asas da fé, da esperança e do amor. Amém.
(Oração oficial à Padroeira dos Aviadores, Nossa Senhora de Loreto, mandada compor por Sua Santidade o Papa Paulo VI, a pedido pessoal do Brigadeiro Eduardo Gomes, quando de sua visita ao Vaticano (Maio de 1967).
Oração a Nossa Senhora de Loreto
Ó Virgem Imaculada, é com viva fé que meditamos nos grandes mistérios que se realizaram nesta tua casa de Nazaré, tão pobrezinha, transportada depois pelos anjos para as colinas de Loreto.
Entre estas sagradas paredes, onde tu foste concebida sem pecado, e, adolescente, viveste de oração e de amor, o anjo te saudou chamando-te: Cheia de graça. Tu respondeste com as milagrosas palavras que abriram o céu e fizeram descer o Salvador do mundo.
Junto a São José, na contemplação da palavra encarnada, na humildade e no trabalho, aqui serviste o Senhor preparando teu espírito ao grande sacrifício: com teu filho terias oferecido, no Calvário, a ti mesma, para te transformar em mãe de todos os homens, remidos pelo sangue de Jesus.
Depois de termos vivido em nossas casas na graça de Deus como tu o fizeste na tua, longe do pecado, obedientes à lei e vontade divina, concede-nos, ó Maria, que possamos um dia, morar na casa do Senhor, contigo, por toda a eternidade.
fonte: http://www.derradeirasgracas.com
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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um dos dogmas mais queridos ao coração do povo cristão. Os dogmas da Igreja são as verdades que não mudam nunca, que fortalecem a fé que carregamos dentro de nós e que não renunciamos nunca.
A convicção da pureza completa da Mãe de Deus, Maria, ou seja, esse dogma, foi definida em 1854, pelo papa Pio IX, através da bula "Ineffabilis Deus", mas antes disso a devoção popular à Imaculada Conceição de Maria já era extensa. A festa já existia no Oriente e na Itália meridional, então dominada pelos bizantinos, desde o século VII.
A festa não existia, oficialmente, no calendário da Igreja. Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso positivo. Quem resolveu a questão foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia chamado bem-aventurado João Duns Scoto, que morreu em 1308. Na linha de pensamento de são Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.
Transcorrido mais um longo tempo, a festa acabou sendo incluída no calendário romano em 1476. Em 1570, foi confirmada e formalizada pelo papa Pio V, na publicação do novo ofício, e, finalmente, no século XVIII, o papa Clemente XI tornou-a obrigatória a toda a cristandade.
Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram as prodigiosas confirmações dessa verdade, do dogma. De fato, Maria proclamou-se, explicitamente, com a prova de incontáveis milagres: "Eu sou a Imaculada Conceição".
Deus quis preparar ao seu Filho uma digna habitação. No seu projeto de redenção da humanidade, manteve a Mãe de Deus, cheia de graça, ainda no ventre materno. Assim, toda a obra veio da gratuidade de Deus miseriordioso. Foi Deus que concedeu a ela o mérito de participar do seu projeto. Permitiu que nascesse de pais pecadores, mas, por preservação divina, permanecesse incontaminada.
Maria, então, foi concebida sem a mancha do orgulho e do desamor, que é o pecado original. Em vista disso, a Imaculada Conceição foi a primeira a receber a plenitude da bênção de Deus, por mérito do seu Filho, e que se manifestou na morte e na Ressurreição de Cristo, para redenção da humanidade que crê e segue seus ensinamentos.
No dia 8 de dezembro, não comemoramos a memória de um santo, mas a solenidade mais elevada, maior e mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a rainha de todos os santos, a Mãe de Deus.
fonte: Edições Paulinas
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HISTÓRIA DE SANTA BÁRBARA
Santa Bárbara é uma santa cristã comemorada na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa, que foi, como conta a história, uma virgem mártir no século terceiro.
Em Portugal e no Brasil, tornou-se popular a devoção à Santa Bárbara, invocada como protetora por ocasião de tempestades, raios e trovões.
No sincretismo religioso do negro brasileiro, corresponde à Iansã, ou Oiá, a deusa do rio Níger.
Comemora-se no dia 4 de Dezembro de cada ano.
Santa Bárbara foi, segundo as tradições católicas, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. Esta jovem era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.
Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e, segunda alegam as tradições, "questionava-se" se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre.
Por ser muito bela e, acima de tudo, rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.
Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os ideais de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria lhe deu o Batismo.
Em certa ocasião, segundo contam as tradições católicas, seu pai decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara.
Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, sua filha ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficaria na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte.
O seu pai Dióscoro, quando voltou, reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este facto deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a fé dos Deuses do Olimpo.
Sentença de Morte: A tortura de Santa Bárbara "Debaixo de um impulso", como alegam as tradições, "e obedecendo à sua fé", o pai denunciou-a ao Prefeito Martiniano. Este mandou-a torturar numa tentativa de a fazer mudar de ideias, fato que não aconteceu.
Assim Marcius condenou-a à morte por degolação.
Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.
Ambas foram, segundo alegam os católicos, levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara, segundo alega-se, teve os seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão ribombou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.
Atribuições de Santa Bárbara:
Depois deste acontecimento contado nesta lenda, Santa Bárbara passou a ser conhecida como "protetora contra os relâmpagos e tempestades" e é considerada a Padroeira dos artilheiros, dos mineiros e de todos os que trabalham com fogo.
fonte: http://pt.wikipedia.org/