sexta-feira, 3 de novembro de 2017

São Martinho de Lima - 3 de Novembro

 Clique aqui para comprar a oração ao lado.

HISTÓRIA DE SÃO MARTINHO DE LIMA
A Memória facultativa de São Martinho de Porres, Falecido em Lima (Peru) em 03 de novembro de 1639 e canonizado em 1962, foi inserido no calendário litúrgico em 1969.

Nascido em Lima em 1579, filho de um nobre cavalheiro espanhol, pertencente a ordem de cavalaria de Alcântara e de uma liberta negra Ana Velasquez, com a qual ele não se casou, esse filho natural era considerado “mulato” por causa da cor da pele. Foi educado cristamente pela mãe e aprendeu a profissão de cirurgião prático, com amplos conhecimentos de farmácia e cirurgia. A mãe permaneceu em Lima com os dois filhos; O pai foi para o Panamá com o governador. Martinho exerceu sua profissão com grande admiração de todos os doentes dos quais cuidava em seu ambulatório. Algum tempo mais tarde, decidiu entrar para o convento dos frades dominicanos com o pedido de ser simples frade leigo (irmão converso). Em 1603, nove anos depois foi confirmado sua admissão na ordem, e ele se dedicou como enfermeiro a serviço da comunidade conventual e dos doentes de fora, que ele acolhia, primeiro no convento, depois  num hospital adaptado na casa de sua irmã. Fundou um orfanato e instituiu uma mesa para os pobres no convento e outras obras de caridade por toda cidade. O Próprio vice rei do Peru o ajudava e o visitava em sua cela. Morreu consumido pelas penitencias e atacado de tifo, em 1639; foi logo venerado por todos como santo.

MENSAGEM DE ATUALIDADE PARA NOSSA VIDA

Na oração que fazemos hoje invocamos “Deus que guiou São Martinho para visão de sua glória mediante uma vida humilde e oculta”. Vemos que o exemplo de humildade é relevante neste leigo que mesmo sentindo correr em suas veias o sangue nobre espanhol e consciente de seus conhecimentos e capacidades profissionais quis a humilhação de ser simples irmão leigo, já que, como mulato estava em último lugar na hierarquia social do seu tempo, porque o estado de mulato vinha depois dos espanhóis, dos índios e dos negros. Por isso, renunciou a ser irmão coadjutor ou sacerdote. Nessa humilhação voluntaria de frade pertencente a ordem Terceira (que eram tidos como servos e não pertenciam em pleno direito à ordem), Martinho preferia os trabalhos mais humildes e protegia os escravos, ao ponto de transformar a rústica enfermaria num verdadeiro centro de caridade para todo, mas principalmente para os  mais pobres, os índios; o povo o chamava de “Martinho da Caridade”. Apesar de sua vida humilde e oculta sua fama de santo se espalhou e muitos recorriam a ele não só para ajuda médica,  mas, também para pedir conselhos; até o vice rei do Peru o visitava em sua cela e ele, aproveitando a ocasião, pedia ajuda para os mais pobres.

A Oração menciona a visão da glória de Deus em paralelo a vida humilde e oculta desse irmão converso. Era um homem de grande penitência e de vida contemplativa, porque orava longamente à noite, aplicando-se a disciplina três vezes, dormindo no claustro do convento e usando o silício mesmo quando lhe foi prescrito guardar o leito. A intercessão pede “também a nós  seja concedido seguir seu exemplo, para sermos unidos a ele na intercessão dos santos”. Nestas frases se sente a influencia do clima da festa de todos os santos e da memória dos defuntos: A sua morte, que se segue a essas duas celebrações litúrgicas, lembra a grandeza desse santo, que já foi proclamado “Patrono da Justiça Social” e “ Patrono das Semanas Sociais” do Peru; Foi reconhecido em homenagem pública em 1939 como primeiro cidadão que assumiu a tarefa de resolver a questão social. De fato, Martinho fundou um hospital no qual não se fazia nenhuma diferença de classe ou de raça ao passo que nos hospitais públicos da capital, para cada classe social se reservava uma ala do edifício. Conseguiu fundar o primeiro colégio da América só para as crianças mais pobres.

A atualidade desse exemplo – além dos episódios prodigiosos que o tornaram popular (uma imagem de 1733 representa-o com um cesto cheio de ratos do mato, motivo pelo qual era chamado “Santo contra os ratos”). Pode ser extraído da homilia do dia da sua canonização e citado no ofício de leitura: “Ele amava os homens porque os estimava sinceramente como filhos de Deus e como irmãos seus; antes amava-os mais que a si mesmo, porque, em sua humildade considerava-os mais honestos e melhores do que ele”. Trata-se de um programa de vida para todo cristão que queira imitar este santo, aprendendo como conclui a homilia do Papa “quão suave e feliz é seguir as pegadas de Jesus e observar seus divinos preceitos”.

“Glorifiquemos o Senhor que exaltou com dons celestes seu servo humilde São Martinho”.

fonte: http://www.saomartinhodelima.com.br/conhecendo-nosso-padroeiro-sao-martinho-de-lima

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Todos os Santos - 1 de Novembro

 Clique na imagem ao lado para comprar a oração impressa.

HISTÓRIA DA ORAÇÃO DE TODOS OS SANTOS
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

fonte: http://www.cancaonova.com

sábado, 28 de outubro de 2017

São Judas - 28 de Outubro

Clique aqui para comprar a oração ao lado.

HISTÓRIA DE SÃO JUDAS TADEU
São Judas Tadeu era natural de Caná da Galiléia, na Palestina. Sua família era constituída do pai, Alfeu (ou Cléofas) e a mãe, Maria Cléofas. Eram parentes de Jesus. O pai, Alfeu, era irmão de São José; a mãe, Maria Cléofas, prima irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo irmão de Jesus. O irmão de Judas Tadeu, Tiago, chamado o Menor, também foi discípulo de Jesus.

A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas aponta o importante: Judas Tadeu foi escolhido por Jesus, para apóstolo (Mt 10,4). É citado explicitamente nas Escrituras pelo evangelista João (Jo 14,22). Na ceia, Judas Tadeu perguntou a Jesus: "Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor.Após ter recebido o dom do Espírito Santo, Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia. Passou para a Samaria e Iduméria e outras populações judaicas. Pelo ano 50, tomou parte no primeiro Concílio, o de Jerusalém. Em seguida, foi evangelizar a Mesopotâmia, Síria, Armênia e Pérsia. Neste país recebeu a companhia de outro apóstolo, Simão. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionaram os pagãos que se convertiam. Isto provocou a inveja e fúria contra o apóstolo, que foi trucidado, a golpes de cacetes, lanças e machados. Isso, pelo ano 70. São Judas Tadeu foi mártir, quer dizer: mostrou que sua adesão a Jesus era tal, que testemunhou a fé com a doação da própria vida.

A brevíssima Carta de São Judas, que está na Bíblia, é uma severa advertência contra os falsos mestres e um convite a manter a pureza da fé. Nos versículos 22-23 propõe pontos fundamentais de um programa de vida cristã: fé, oração, auxílio mútuo, confiança na misericórdia de Jesus Cristo.

A imagem de São Judas tem o livro, que é a Palavra que ele pregou e a machadinha, com a qual foi morto. Os restos mortais, após terem sido guardados no Oriente Médio e na França, foram definitivamente transferidos para Roma, na Basílica de São Pedro.

fonte: santuário de São Judas Tadeu: http://www.saojudas.org.br/ 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Santo Antônio de Santana Galvão ( Frei Galvão) - 25 de Outubro

Clique aqui para comprar a oração ao lado.

HISTÓRIA DE SANTO ANTONIO DE SANT'ANA GALVÃO
Nascimento: 10 de maio de 1739 em Guaratinguetá ::
Morte: 23 de dezembro de 1822 (83 anos) em São Paulo.
Beatificação: 8 de abril de 1997, Vaticano por: João Paulo II ::
Canonização: 11 de maio de 2007, São Paulo por: Bento XVI
Principal templo: Mosteiro da Luz ::
Festa litúrgica: 25 de outubro
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, mais conhecido como Frei Galvão Guaratinguetá, 10 de maio de 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade brasileiro. Uma das figuras religiosas mais conhecidas do Brasil, famoso por seus supostos poderes de cura, Galvão foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, tornando-se o primeiro santo nascido no Brasil. No geral, é o segundo santo católico brasileiro, já que a ítalo-brasileira Santa Paulina havia sido canonizada por João Paulo II em 2002.
Biografia
Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739 na freguesia de Santo Antônio de Guaratinguetá, na capitania de São Paulo. Era o quarto de dez ou onze filhos de uma família profundamente religiosa de elevado status social e político. Seu pai, o português Antônio Galvão de França, era o capitão-mor da vila. Natural de Faro e ativo no mundo do comércio, França pertencia à Ordem Terceira de São Francisco e era conhecido por sua generosidade. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros e membro da família do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, conhecido como o "caçador de esmeraldas". Ela morreria prematuramente em 1755, aos 38 anos. Também conhecida por sua generosidade, Isabel teria doado todas suas roupas aos pobres à época de sua morte.
Galvão passou toda sua infância na casa que se situava na esquina da Rua do Hospital com a Rua do Teatro (atualmente Ruas Frei Galvão e Frei Lucas, respectivamente). O local foi demolido e recentemente reconstruído. Aos 13 anos, Galvão foi enviado pelos pais ao seminário jesuíta Colégio de Belém, localizado em Cachoeira, na Bahia, com a finalidade de estudar ciências humanas. Seu irmão José já se encontrava no local. No Colégio de Belém, que freqüentou de 1752 a 1756, Galvão fez grandes progressos nos estudos sociais e na prática cristã. Ele aspirava se tornar um padre jesuíta, mas a perseguição anti-jesuíta liderada por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, fez com que ele se mudasse para um convento franciscano em Taubaté, seguindo o conselho do pai.
Aos 21 anos, em 15 de abril de 1760, Galvão desistiu do futuro promissor – visto a influência de sua família na sociedade – e se tornou um noviço no Convento de São Boaventura de Macacu, em Itaboraí, Rio de Janeiro. Lá, ele adotou o nome religioso de Antônio de Sant'Ana Galvão em homenagem à devoção de sua família a Santa Ana. Durante o noviciado, Galvão se tornou conhecido por sua piedade, zelo e virtudes exemplares. Galvão fez sua profissão solene em 16 de abril de 1761, assumindo o voto de defender o título de "Imaculada" da Virgem Maria, ainda considerada uma doutrina polêmica à época.
Em 11 de julho de 1762, Galvão foi ordenado sacerdote e transferido para o Convento de São Francisco na cidade de São Paulo, onde continuou seus estudos em teologia e filosofia. Durante a jornada do Rio de Janeiro para São Paulo, fez uma breve parada em Guaratinguetá para celebrar sua primeira missa, realizada na Matriz de Santo Antônio, onde ele havia sido batizado. Em 1768, ele foi nomeado confessor, pregador e porteiro do convento, considerado um cargo importante naquela época. Se destacou de tal forma que a Câmara Municipal lhe considerou o "novo esplendor do Convento".
Em 1770, foi convidado para fazer parte da Academia Paulistana de Letras. Na segunda sessão literária, realizada em março de 1770, Galvão declamou com sucesso, em latim, dezesseis peças de sua autoria, todas dedicadas a Santa Ana. Declamou também dois hinos, uma ode, um ritmo e doze epigramas. Suas composições são bem metrificadas e dotadas de profundo sentimento religioso e patriótico.
De 1769 a 1770, atuou como confessor no Recolhimento de Santa Teresa, casa que abrigava devotas de Teresa de Ávila na cidade de São Paulo. Lá, ele conheceu a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, uma freira penitente que afirmava ter visões onde Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Galvão, o confessor dela, estudou essas mensagens e se consultou com os outros religiosos, que as reconheceram como válidas e sobrenaturais. Galvão ajudou a criar o novo Recolhimento, chamado Nossa Senhora da Luz, que foi fundado em 2 de fevereiro de 1774 na mesma cidade. Era baseado na Ordem da Imaculada Conceição, e se tornou um lar para meninas que desejavam viver uma vida religiosa sem fazer votos. Com a morte repentina da irmã Helena em 23 de fevereiro de 1775, Galvão se tornou o novo diretor do instituto, atuando como novo líder espiritual das irmãs.
Naquela época, uma mudança no governo da província de São Paulo trouxe um líder que ordenou o fechamento do convento. Galvão aceitou a decisão, mas as freiras se recusaram a abandonar o local e, devido à pressão popular e aos esforços do Bispo, o convento foi logo reaberto. Posteriormente, com o crescente número de novas irmãs, a construção de mais espaço de convivência se tornou necessária. Galvão demorou 28 anos para construir um novo convento e uma igreja, sendo esta última inaugurada em 15 de agosto de 1802. Além das obras de construção e dos deveres dentro e fora de sua Ordem, Galvão se comprometeu também com a formação das irmãs. Os estatutos que ele escreveu para elas eram um guia para a vida interior e para a disciplina religiosa. Quando as coisas pareciam estar mais calmas, uma outra intervenção do governo trouxe uma nova provação para Galvão. O capitão-mor sentenciou um soldado à morte por ter ofendido a seu filho levemente, e o sacerdote foi obrigado a se exilar por ter defendido o soldado. Mais uma vez, a pressão popular conseguiu revogar a ordem contra o padre.
Em 1781, Galvão foi nomeado mestre dos noviços em Macacu. Entretanto, as irmãs e o Bispo de São Paulo, Manuel da Ressurreição, recorreram ao superior provincial, escrevendo-lhe que "nenhum dos habitantes desta cidade será capaz de suportar a ausência deste religioso por um único momento". Como resultado, ele foi mandado de volta para São Paulo.
Mais tarde, em 1798, Galvão foi nomeado guardião do Convento de São Francisco, sendo reeleito em 1801.
Em 1808, Galvão teria instituído a devoção a Nossa Senhora das Brotas em Piraí do Sul durante viagem missionária ao Paraná. Galvão, ao chegar às margens do rio Piraí, teria decidido passar alguns dias no povoado, se hospedando na casa de Ana Rosa Maria da Conceição. Antes de ir embora, deixou de presente a ela uma estampa de Nossa Senhora das Barracas. Ana Rosa colocou a lembrança numa moldura de madeira e fazia suas orações diante da imagem. Ficou viúva, se casou de novo e se mudou de endereço. Durante a mudança, a estampa se perdeu. Algum tempo depois, passando por uma região onde havia ocorrido um incêndio, ela encontrou o quadro entre as cinzas e os brotos da vegetação. A moldura havia se queimado, mas a imagem estava apenas chamuscada. O fato foi interpretado como um milagre e a notícia se espalhou pelo povoado. Como o povo já não se lembrava do nome original da imagem, rebatizaram-na de Nossa Senhora das Brotas e erigiram uma capela em sua homenagem.
Em 1811, fundou o Convento de Santa Clara em Sorocaba. Onze meses depois, retornou ao Convento de São Francisco, na cidade de São Paulo. Em sua velhice, obteve permissão do Bispo Mateus de Abreu Pereira e de seu tutor para ficar no Recolhimento que ajudara a criar. Veio a falecer naquele local em 23 de dezembro de 1822. Galvão foi sepultado na igreja do Recolhimento, sendo o seu túmulo até hoje um destino de peregrinação de fiéis que teriam obtido favores devido a sua intercessão.
Na época de seu enterro, sua fama de santo já havia se espalhado por todo Brasil, sendo que os frequentadores de seu velório, desejosos em guardar uma relíquia sua, foram cortando pedaços de seu hábito, que ficou reduzido até a altura dos joelhos de Galvão. Como ele possuía somente aquele hábito, foi sepultado com o de outro frade, que ficou igualmente curto. A primeira lápide do túmulo de Galvão teria tido o mesmo destino de sua batina, sendo pouco a pouco levada pelos devotos. As pedras da lápide eram colocadas em copos com água para tratar os enfermos.
Em 1929, o Convento de Nossa Senhora da Luz tornou-se um mosteiro, sendo incorporado à Ordem da Imaculada Conceição. A edificação, atualmente chamada de Mosteiro da Luz, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. No local também está localizado o Museu de Arte Sacra de São Paulo, que abriga um dos mais representativos acervos do patrimônio sacro brasileiro, originalmente reunido por Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo.
Frei Galvão era um homem de muita e intensa oração, sendo alguns fenômenos místicos atribuídos a ele, como telepatia, premonição e levitação. Casos de bilocação também foram famosos durante sua vida; segundo relatos ele se fazia presente em dois lugares diferentes ao mesmo tempo para cuidar de enfermos ou moribundos que clamavam por sua ajuda.
Também era procurado pelo seu alegado poder de curar doenças numa época em que os recursos médicos eram escassos. Numa dessas ocasiões, escreveu num pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora ("Após o parto, permaneceste virgem: Ó Mãe de Deus, intercedei por nós"). Em seguida, enrolou o papel no formato de uma pílula e deu-o a uma jovem cujas fortes cólicas renais estavam colocando sua vida em risco. Depois que ela tomou a pílula a dor cessou imediatamente e ela expeliu uma grande quantidade de cálculo renal. Em outra ocasião, um homem pediu a Galvão que ajudasse sua esposa, que estava passando por um parto difícil. Galvão fez com que ela tomasse a pílula de papel, e a criança nasceu rapidamente, sem maiores complicações. A história das pílulas se espalhou rapidamente e Galvão teve que ensinar às irmãs do Recolhimento como fabricá-las, o que elas fazem até os dias de hoje. Elas são distribuídas gratuitamente para cerca de 300 fiéis diariamente.
Em 25 de outubro de 1998, Galvão se tornou o primeiro religioso nascido no Brasil a ser beatificado pelo Vaticano, tendo sido declarado Venerável um ano antes, em 8 de março de 1997. Em 11 de maio de 2007, durante a visita de cinco dias do Papa Bento XVI ao Brasil, se tornou a primeira pessoa nascida no Brasil a ser canonizada pela Igreja Católica. O Papa Bento XVI celebrou a missa sagrada durante a canonização de Frei Galvão. A cerimônia de mais de duas horas, realizada ao ar livre no Aeroporto Militar Campo de Marte, perto do centro de São Paulo, reuniu cerca de 800 mil pessoas, segundo estimativas oficiais. Galvão foi o primeiro santo que o Papa Bento XVI canonizou numa cerimônia realizada fora da Cidade do Vaticano. Sua elevação ao status de santo veio depois que a Igreja concluiu que ele havia realizado pelo menos dois milagres.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Galv%C3%A3o 

domingo, 22 de outubro de 2017

São João Paulo II - 22 de Outubro

Clique aqui para comprar a oração ao lado.

HISTÓRIA DE SÃO JOÃO PAULO II
Beatificação: 1 de maio de 2011, Cidade do Vaticano por Papa Bento XVI
Canonização: 27 de abril de 2014, Basílica de São Pedro, Roma por Papa Francisco
Festa litúrgica: 22 de outubro - Padroeiro: Co-patrono da Jornada Mundial da Juventude, dos jovens
Em Wadowice, Polônia, no dia 18 de Maio de 1920, nascia um menino branco como a neve, a cor da paz, herdou o nome do pai, Karol Josef Woltyla. Sua infância e juventude não foram tão livre quanto ele foi no seu interior.
Aos nove anos ficou órfão da mãe Emília; aos 11 anos perdera seu irmão Edmundo e aos 21 anos, morria também seu pai. O jovem das dores se tornou o líder do consolo. Gostava de teatro, música popular, literatura e ainda chegou a jogar futebol como goleiro num time da cidade. Porém, suas melhores defesas fora a favor da paz, das mulheres, dos jovens e dos pobres.
Em 01 de novembro de 1946, aos 26 anos, fora ordenado sacerdote católico pelo cardel-arcebispo da Cracóvia, Adam Stefan Sapieha. A partir daí começou sua história e ascensão religiosa, conforme a vontade de Deus. Doze anos mais tarde, foi nomeado Bispo Auxiliar da Crócavia, em 04 de Julho de 1958, e dois meses mais tarde Bispo, em 29 de Setembro. No dia 13 de Janeiro de 1964, fora nomeado Arcebispo da Crócavia.
Depois Woltyla participou do Concílio Vaticano II onde colaborou na redação de documentos importantíssimos para a história da Igreja Católica: o Dignitates Humanae (Declaração sobre a liberdade religiosa) e a Gaudium et Spes (Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje). Até que, no dia 26 de Junho de 1967, o Papa Paulo IV nomeou Cardeal.
Aos 58 anos de vida, em 16 de outubro de 1978 foi eleito Papa pelo conclave, Sumo Pontífice da Igreja Católica, Una e Santa, adotando o nome de PAPA JOÃO PAULO II, e homenagem ao seu antecessor João Paulo I, que falecera de forma inesperada com 33 dias de Pontificado (o 11° mais curto da história).
João Paulo II foi eleito como o primeiro Papa Polonês e o primeiro não italiano em 455 anos desde Adriano VI (1522-1523). Liderou a Igreja por 26 anos e seis meses, o segundo mais longo Pontificado da história, atrás apenas do Pio IX.
O mais importante de tudo não são os dados históricos, mas os atos concretos que ele realizou ao longo do seu Pastoreio.
(...)
Homem de profunda oração e muito sábio, sempre procurou a paz e a unidade, foi o Papa que mais fez viagens apostólicas, percorrendo o mundo em busca de promover a paz. 
Com sua coragem criticou fortemente o Comunismo Soviético, na década de 80, a aproximação da Igreja com o Marxismo nos países em desenvolvimento, e a teologia da Libertação.
Foi um grande promotor da aproximação da Igreja Católica com várias outras religiões. Procurou a reconciliação com os judeus, em 2000. Amigo da Paz, foi motivado do diálogo inter-religioso e do ecumenismo com a Igreja Ortodoxa, separada desde o cisma de 1054.
O amigo de Deus, que lutava pela unidade e pela Paz, amava os jovens, as crianças, defendia o direito e a dignidade das mulheres e dos negros, zelava pela moral cristã, pastoreou a Igreja de Cristo com sua vida e sofreu o martírio incruento, dia após dia e nunca mais será esquecido na história da humanidade. Viveu o amor, foi amor!
fonte: http://www.paraclitus.com.br/2014/anoticias/o-mensageiro-unidade-sao-joao-paulo-ii-papa/ 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

São Lucas - 18 de Outubro

Clique aqui para comprar a oração ao lado.

HISTÓRIA DE SÃO LUCAS
Dia 18 de outubro lembramos a vida e o testemunho do evangelista São Lucas. Uma figura simpática do Cristianismo primitivo, homem de posição e qualidades, de formação literária e de profundo sentido artístico divino.

Nasceu em Antioquia da Síria, médico de profissão foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração. Ambos fazem várias viagens apostólicas, tornando-se um dos primeiros missionários do mundo greco-romano.

Tornou-se excepcional para a vida da Igreja por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o carisma da inspiração e da vivência comunitária, resultando no Evangelho segundo Lucas e na primeira história da Igreja, conhecida como Atos dos Apóstolos. No Evangelho segundo Lucas, encontramos o Cristo, amor universal, que se revela a todos e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o "bom" ladrão e conta as lindas parábolas do pai misericordioso e do bom samaritano.

Nos Atos dos Apóstolos, que poderia também se chamar Atos do Espírito Santo, deparamos com a ascensão do Cristo, que promete o batismo no Espírito Santo, fato que se cumpre no dia de Pentecostes, e é inaugurada a Igreja, que desde então vem evangelizando com coragem, ousadia e amor incansável todos os povos.

Uma tradição - que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI - diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel.

Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade.

Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração.

Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, "médico queridíssimo". Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais.

No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que "Lucas é o único companheiro" na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado.

O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos: "Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz".

É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): "Saúda-vos Lucas, nosso querido médico".

fonte: http://arquidiocesedecampogrande.org.br 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

São Geraldo Magela - 16 de Outubro

Clique aqui para comprar a oração ao lado.

HISTÓRIA DE SÃO GERALDO MAGELA
São Geraldo Magela - "Chamado Redentor"
Nasceu em 1726, cidade Muro, Sul da Itália Professou os primeiros votos religiosos na data de 16 de julho de 1752  Pouco antes da meia-noite, do dia 16 de outubro de 1755,  voltou para Deus.

Em 1893, o Papa Leão XIII o beatificou

Dia 11 de dezembro de 1904, o Papa Pio X o canonizou santo.

Era conhecido como "il santo dei felici parti" - o santo dos partos felizes

São Geraldo Majela nasceu em 1726 em Muro, pequena cidade do sul da Itália. Sua mãe, Benedetta, foi uma bênção para ele, pois ensinou-lhe o imenso amor de Deus que não conhece limites. Ele era feliz por estar perto de Deus.

Geraldo tinha quatorze anos quando seu pai morreu e ele ficou sendo o arrimo da família. Tornou-se aprendiz na alfaiataria da cidade e era maltratado e agredido pelo mestre. Passados quatro anos de aprendizado, quando ele poderia montar sua própria alfaiataria, disse que ia trabalhar como empregado do bispo de Lacedônia. Seus amigos lhe aconselharam a não assumir o trabalho. No entanto, os ímpetos de ira e as constantes repreensões que impediram os outros empregados de permanecer mais que poucas semanas nada eram para Geraldo. Foi capaz de exercer todos os encargos e trabalhou três anos para o bispo até a morte deste. Quando acreditava que estava fazendo a vontade de Deus, Geraldo aceitava qualquer coisa. Se batiam nele na alfaiataria ou se o bispo não lhe dava valor, pouco importava; via o sofrimento como parte do seu seguimento de Cristo. "Sua Senhoria gostava de mim" - dizia. E já então, Geraldo costumava passar horas diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento, o sinal do seu Senhor crucificado e ressuscitado.

m 1745, com 19 anos, voltou para Muro onde montou uma alfaiataria.

Seu negócio prosperou, mas ele não ganhou muito dinheiro. Praticamente dava tudo para os outros. Guardava o que era necessário para sua mãe e suas irmãs e dava o resto aos pobres ou para Missas em sufrágio das almas do purgatório. Geraldo não passou por uma conversão repentina e espetacular, apenas foi crescendo constantemente no amor de Deus.

Durante a Quaresma de 1747 ele resolveu ser completamente semelhante a Cristo o quanto lhe fosse possível. Fez penitências mais severas e procurava explicitamente a humilhação, fazendo-se passar por louco e sentindo-se feliz quando riam dele nas ruas. Quis servir plenamente a Deus e pediu admissão no convento dos Capuchinhos, não sendo porém aceito. Aos 21 anos tentou a vida de eremita. Tal era a sua vontade de ser semelhante a Cristo, que aceitou imediatamente a chance de representar o papel principal num Drama da Paixão, um quadro vivo apresentado na catedral de Muro.

Com os Redentoristas

Em 1749, os Redentoristas estiveram em Muro. Eram quinze missionários e tomaram de assalto as três paróquias da pequena cidade. Geraldo seguiu cada detalhe da missão e decidiu que aquela devia ser a sua vida. Pediu para ingressar no grupo missionário, mas o Pe. Cáfaro, o Superior, recusou-o por motivo de saúde. Tanto importunou os padres, que, ao deixarem a cidade, o Pe. Cáfaro sugeriu à sua família que o trancasse no seu quarto. Usando um estratagema que desde então haveria de encontrar imitadores entre os jovens, Geraldo amarrou os lençóis da cama e, descendo pela janela, seguiu o grupo dos missionários. Fez uma dura caminhada de dezenove quilômetros para chegar até eles.

"Aceitem-me, me dêem uma chance, depois me mandem embora se eu não for bom," dizia Geraldo. Diante de tamanha persistência, Pe. Cáfaro não pôde senão consentir. Mandou Geraldo para a comunidade redentorista de Deliceto com uma carta em que dizia: "Estou mandando um outro irmão, que será inútil quanto ao trabalho."

Geraldo sentiu-se absolutamente e totalmente satisfeito com o modo de vida que Santo Afonso, fundador dos Redentoristas, traçou para os seus religiosos. Ficava radiante ao constatar como era central o amor a Jesus sacramentado e como era essencial o amor a Maria, Mãe de Jesus.

Professou os primeiros votos na data de 16 de julho de 1752, que, conforme ele ficou sabendo com alegria, era a festa do Santíssimo Redentor e também o dia de Nossa Senhora do Carmo. Desde esse dia, com exceção de algumas visitas a Nápoles e do tempo passado em Caposele onde morreu, a maior parte da vida de Geraldo foi vivida na comunidade redentorista de Iliceto. O rotulo de "inútil" não duraria muito.

Geraldo era um excelente trabalhador e nos anos seguintes foi por várias vezes jardineiro, sacristão, alfaiate, porteiro, cozinheiro, carpinteiro e encarregado das obras da nova casa de Caposele. Aprendia rápido: visitando a oficina de um escultor, logo começou a fazer crucifixos. Era uma jóia na comunidade. Tinha apenas uma ambição: fazer em tudo a vontade de Deus.  Santo Afonso confessando que as suas acusações contra Geraldo não passavam de invenção e calúnia. O santo ficou cheio de alegria ao saber da inocência do seu filho. Mas Geraldo, que não ficara deprimido no tempo da provação, também não exultou indevidamente quando foi justificado. Em ambos os casos sentiu que a vontade de Deus tinha sido cumprida, e isto lhe bastava. Em 1754 o seu diretor espiritual pediu-lhe que escrevesse qual era o seu maior desejo. Ele escreveu: "amar muito a Deus; estar sempre unido com Deus; fazer tudo por amor de Deus; amar a todos por amor de Deus; sofrer muito por Deus. Minha única ocupação é fazer a vontade de Deus."

A Grande Provação

A santidade verdadeira deve sempre ser testada pela cruz, e assim, em 1754, Geraldo devia sofrer uma grande provação, aquela que bem pode ter merecido a ele o poder especial para assistir às mães e a seus filhos. Uma das suas obras de apostolado era a de encorajar e assistir as moças que queriam entrar para o convento. Muitas vezes ele até garantiu o necessário dote para alguma moça pobre que de outra forma não poderia ser admitida numa ordem religiosa.

Néria Caggiano era uma das moças assistidas desta forma por Geraldo.

Porém, ela achou desagradável a vida do convento e dentro de três semanas voltou para casa. Para explicar sua atitude, Néria começou a espalhar mentiras sobre a vida das freiras, e quando o povo de Muro recusou-se a acreditar em tais histórias a respeito de um convento recomendado por Geraldo, ela resolveu salvar sua reputação destruindo o bom nome do seu benfeitor. Para isto, numa carta dirigida a Santo Afonso, o superior de Geraldo, ela o acusou de pecados de impureza com a jovem de uma família em cuja casa muitas vezes Geraldo ficava nas suas viagens missionárias.

Geraldo foi chamado por Santo Afonso para responder a acusação. Mas em vez de se defender, permaneceu em silêncio, seguindo o exemplo do seu divino Mestre. Diante deste silêncio, Santo Afonso nada pôde fazer senão impor ao jovem religioso uma severa penitência: foi negado a Geraldo o privilégio de receber a santa Comunhão e foi-lhe proibido todo contato com os de fora.

Não foi fácil para Geraldo renunciar aos trabalhos pelo bem das almas, mas este era um sofrimento pequeno em comparação com a proibição de comungar. Sentiu isto tão profundamente, que chegou a pedir para ficar livre do privilégio de ajudar a Missa, receando que, a veemência do seu desejo de receber a comunhão o fizesse arrancar a hóstia consagrada das mãos do padre no altar.

Algum tempo depois, Néria ficou gravemente enferma e escreveu uma carta a Santo Afonso confessando que as suas acusações contra Geraldo não passavam de invenção e calúnia. O santo ficou cheio de alegria ao saber da inocência do seu filho. Mas Geraldo, que não ficara deprimido no tempo da provação, também não exultou indevidamente quando foi justificado. Em ambos os casos sentiu que a vontade de Deus tinha sido cumprida, e isto lhe bastava.

Morte e Glorificação

De saúde sempre frágil, era evidente que Geraldo não iria viver muito. Em 1755 sofreu violentas hemorragias e disenteria, a ponto de sua morte ser esperada para qualquer momento. No entanto, ele devia ainda ensinar uma grande lição sobre o poder da obediência. O seu diretor mandou-lhe que sarasse, se fosse da vontade de Deus, e imediatamente a doença pareceu desaparecer, ele deixou o leito e juntou-se à comunidade. Sabia, porém, que esta cura era apenas temporária e que tinha pouco mais que um mês de vida. Pouco depois teve que voltar ao leito e começou a preparar-se para a morte.

Abandonava-se totalmente à vontade de Deus e escreveu na porta do seu quarto: "Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer e por quanto tempo ele quer." Como freqüência ouviam-no recitar esta oração: "Meu Deus, quero morrer para fazer vossa santíssima vontade." Pouco antes da meia-noite do dia 15 de outubro de 1755, a sua alma inocente voltou para Deus.

Na morte de Geraldo, o irmão sacristão, na sua euforia, tocou os sinos à maneira festiva, em vez do toque fúnebre. Milhares de pessoas vieram ver o corpo do "seu santo" e tentar obter uma última lembrança daquele que tantas vezes os tinha ajudado. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres em quase todas as regiões da Itália, atribuídos à intercessão de Geraldo. Em 1893, o Papa Leão XIII o beatificou e, no dia 11 de dezembro de 1904, o Papa Pio X o canonizou como santo.

O Santo das Mães

Por causa dos milagres que Deus fez por meio das preces de Geraldo em favor das mães, as mães da Itália se afeiçoaram a Geraldo e fizeram dele o seu padroeiro. No seu processo de beatificação, uma testemunha atesta que ele era conhecido como "il santo dei felici parti" - o santo dos partos felizes.

Milhares de mães tem experimentado o poder de São Geraldo através da Liga de São Geraldo. Muitos hospitais dedicam a ele a ala da maternidade e dão a seus pacientes medalhas e santinhos de São Geraldo. Milhares de meninos recebem o nome de Geraldo dos pais, convencidos de que foi a intercessão dele que os ajudou para que nascessem sadios. Há também moças que tem um nome semelhante ao seu, e é interessante observar como "Geraldo" se transforma em Geralda, Geraldina, Geraldino, Gerardo, Geriane e Gerardete "Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer, até quando ele quiser"

(São Geraldo)

fonte: http://www.igrejasaogeraldo.com.br