
Um dos arcanjos venerados pelo nome na igreja como Miguel e
Gabriel. O nome Rafael significa "Aquele que cura" e por isso é
considerado um dos anjos de cura. Ele é honrado na tradição cristã como
o líder dos anjos guardiões, o anjo dos conhecimentos e o anjo da
ciência. No Velho Testamento, Rafael parece no livro de Tobias, no qual
ele provê muita ajuda a Tobias para se livrar dos tormentos do demônio
Asmodeus.
No fim do livro ele diz a Tobias: "Eu sou Rafael, um dos sete anjos
que estão sempre presentes e têm acesso junto à Gloria do Senhor"
(12:15). Ele não é mencionado no Novo Testamento, mas a tradição o
identifica como o anjo da ovelha em João 5:2.
Rafael também é figura proeminente nos costumes do Judaísmo (ele é
um dos três anjos que visitaram a Abraão antes da destruição de Sodoma e
Gomorra). Poetas também fazem Rafael uma parte da sua famosa
composição como é o caso de Milton no Paraíso Perdido no qual o anjo é
chamado de "um espírito sociável" que viaja com Tobias.
Na arte litúrgica da Igreja é mostrado como um jovem carregando um
bastão, para auxiliá-lo na caminhada e/ou um peixe porque foi com o fel
do peixe que Rafael mandou Tobias untar os olhos do pai para que
ficasse curado (livro de Tobias).
Sua festa é celebrada no dia 29 de setembro, junto com Gabriel e Miguel.
Deve se notar que "anjo" denota uma função e não uma natureza.
Aqueles santos espíritos no céu têm sido chamados de anjos. Mas eles só
devem ser chamados de anjos quando entregam alguma mensagem e aqueles
que entregam mensagens de suprema importância são chamados arcanjos.
"Rafael significa remédio de Deus e quando ele tocou os olhos de
Tobit para curá-lo, ele baniu a escuridão de sua cegueira. Assim ele é
por justa causa chamado aquele que cura".
Trecho de uma homilia do Papa São Gregório o Magno
fonte: http://www.paroquiasaorafael.org.br

São Miguel Arcanjo, cujo nome significa "o que é um com Deus", é
considerado o chefe dos exércitos celestiais e o padroeiro da Igreja
Católica Universal. É o anjo do arrependimento e da justiça. Seu nome é
citado três vezes na Bíblia Sagrada:
Primeiro no capítulo 12 do
livro de Daniel, onde lemos: "Ao final dos tempos aparecerá Miguel, o
grande Príncipe que defende os filhos do povo de Deus. E então os mortos
ressuscitarão. Os que fizeram o bem, para a Vida Eterna, e os que
fizeram o mal, para o horror eterno".
No capítulo 12 do Livro do
Apocalipse encontramos o seguinte: "Houve uma grande batalha no céu.
Miguel e seus anjos lutaram contra Satanás e suas legiões, que foram
derrotadas, e não houve lugar para eles no céu. Foi precipitada a antiga
serpente, o diabo, o sedutor do mundo. Ai da terra e do mar, porque o
demônio desceu a vós com grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo".
Na
carta de São Judas, lê-se: "O Arcanjo Miguel, quando enfrentou o diabo,
disse: "Que o Senhor o condene". Por isso São Miguel é mostrado
atacando o dragão infernal.
A Igreja Católica tem uma grande
devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos
livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. E quando o
invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, e
nos protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.
Passagens Bíblicas
Epístola
de S. Judas I; 9 - "Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio
e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma
sentença de execração, mas disse somente: - Que o próprio Senhor te
repreenda". (O texto alude a uma antiga tradição judaica sobre a disputa
havida entre Miguel e Satã em torno do corpo de Moisés. São Miguel
escondeu o túmulo de Moisés. Mas, Satã o encontrou e depois de abri-lo
tentou induzir o povo judeu ao pecado de adoração a um herói).
Apocalipse
XII; 7 - "Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de
combater o dragão. O dragão e seus anjos travaram combate, mas não
prevaleceram".
Pois bem, fiéis a essas indicações das escrituras sagradas, os cristãos atribuem a São Miguel Arcanjo as seguintes tarefas:
Combater Satã e os poderes das trevas.
Resgatar as almas dos fiéis que estejam sob o domínio do demônio, especialmente na hora da morte.
Ser o protetor e defensor do povo de Deus, o que inclui também os judeus no Antigo Testamento.
Disse
o Papa Beato Pio IX: "São Miguel é quem tem maior capacidade para
exterminar as forças malditas, filhas de satanás, que geraram a ruína da
sociedade cristã".
O Papa São Pio X disse: "Deus, na primeira
luta, venceu, servindo-se do Arcanjo São Miguel, devemos, portanto,
acreditar firmemente que a luta atual terminará triunfante e também,
como outrora, com o socorro e ajuda deste Arcanjo bendito!".
O
Papa Pio XII proclamou em 08 de maio de 1940, que: "era urgente hoje,
mais do que nunca, recorrer à proteção de São Miguel, lembrando que ele é
o protetor e o defensor da igreja e dos fiéis, o guardião do Paraíso, o
apresentador das almas junto de DEUS; o Anjo da Paz e o Vencedor de
satanás".
E no dia 08 de maio de 1945, fez novamente outro apelo:
"Desfraldai o Estandarte do insigne Arcanjo, repeti o seu grito: QUEM É
COMO DEUS?".
São Francisco de Sales dizia: "A veneração a São
Miguel é o maior remédio contra a rebeldia e a desobediência aos
mandamentos de Deus, e contra o ateísmo, asceticismo e a infidelidade."
Precisamente, estes vícios são muitos evidentes nos nossos tempos. Mais
do que nunca na nossa era atual necessitamos da ajuda de São Miguel a
fim de mantermos fieis a Fé. O ateísmo e a falta de fé estão infiltrado
todos os setores da sociedade humana. É nossa missão como fieis
católicos confessar nossa fé com valentia e gozo, e demonstrar com zelo
nosso amor por Jesus Cristo".
E São Boaventura disse: "Nossa
Senhora nos manda o Príncipe São Miguel com todos os Anjos, para que
imediatamente os defenda das investiduras dos demônios e recebam as
almas de todos os que a Ela continuamente se têm encomendado."
"Glorioso
Arcanjo São Miguel, Príncipe da Milícia Celeste, protetor das almas, eu
vos chamo e invoco para que me livres de toda adversidade e de todo
pecado, fazendo-me progredir no serviço de Deus e conseguindo-me Dele a
graça da perseverança final, para que eu possa habitar na casa do Senhor
todos os dias de minha vida.Amém."
São Miguel, o mais popular de
todos os arcanjos, é um guerreiro, um cavaleiro, o condestável das
milícias celestes que dirige o combate contra os anjos rebeldes que
precipita no abismo. No Apocalipse, salva a Mulher que acaba de dar à
luz, símbolo da Virgem e da Igreja, combatendo contra o dragão das sete
cabeças. É o santo condutor dos mortos cujas almas pesará no dia do
Julgamento. A Igreja católica romana considera-o como seu defensor.
Enquadrado
pelas próprias asas que acentuam a verticalidade da figura juvenil, é
aqui representado combatendo o dragão–diabo, tal como é descrito no
Apocalipse - " ... Miguel e os seus anjos combateram o dragão... O
grande dragão chamado Diabo ou Satanás foi expulso da terra, ... ", e
como o pesador das almas. Por isso, olhando o prato direito da balança
que segura na mão esquerda, espera recolher as almas dos justos.
fonte: Paróquia São Miguel Arcanjo - Guaçu/ES http://www.psmiguel.com.br/index.php?option=com_content&view=category&id=59&Itemid=70

Cosme e Damião eram irmãos e cristãos. Na verdade, não se sabe
exatamente se eles eram gêmeos. Mas nasceram na Arábia e viveram na Ásia
Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme
talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a
profissão de médico com muita competência e dignidade. Inspirados pelo
Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Com
isso, seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da
morte, eram vistos como verdadeiros milagres.
Deixavam pasmos os mais céticos dos pagãos, pois não cobravam
absolutamente nada por isso. A riqueza que mais os atraía era fazer de
sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o
que, a cada dia, conseguiam mais e mais.
Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável
perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens
imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de
feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.
Mandou que fossem barbaramente torturados por negarem-se a
aceitar os deuses pagãos. Em seguida, foram decapitados. O ano não pode
ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em
Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais
tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles.
Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou
gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em
Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores. Mas a
fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a
basílica dedicada a eles, construída, a pedido do papa Félix IV, entre
526 e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 26 de setembro; assim,
passaram a ser festejados nesta data.
Os nomes de são Cosme e são Damião, entretanto, são pronunciados
infinitas vezes, todos os dias, no mundo inteiro, porque, a partir do
século VI, eles foram incluídos no cânone da missa, fechando o elenco
dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como
padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.
fonte:http://www.diocesedeanapolis.org.br/2012/diocese-dados-gerais/clero/sacerdotes-religiosos/1909.html
Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou,
no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como
sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com
Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e
perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia
ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é
Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus
lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente
com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam
em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas
espirituais.
Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25
de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de
Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia
seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e
a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.
Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da
Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o
hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio.
Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.
Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de
1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por
motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o
convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Abrasado
pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a
vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão
especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da
direcção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos
penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua
atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis
que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da
sua espiritualidade.
No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos
e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa
Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi
inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.
Para o Servo de Deus, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à
luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande
parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos
Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de
Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.
Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da
esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o
exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam
dele.O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a
caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo
amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na
caridade.
A máxima expressão da sua caridade para com o próximo ve-mo-la no
acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras
pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu
conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na
igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo
renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos
pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se
entregava de modo especial. Exerceu de modo exemplar a virtude da
prudência; agia e aconselhava à luz de Deus. O seu interesse era a
glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com
lealdade e grande respeito.
Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o
seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e
por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao
longo de vários anos, suportou, com serenidade admirável, as dores das
suas chagas. Aceitou em silêncio as numerosas tomadas de posição das
Autoridade e, frente às calúnias, sempre ficou calado.
Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da
temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na
mentalidade e no modo de viver. Consciente dos compromissos assumidos
com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados.
Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando
eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal
na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de
pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das
comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predilecção pela
virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para
com todos, modesto.
Considerava-se, sinceramente, inútil, indigno dos dons de Deus,
cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta
admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que
reza». Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e,
sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã
morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha
ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência
absolutamente extraordinária de gente.
No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do
Servo de Deus, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos
Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do
mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um
filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição?
Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até
à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de
nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento. Já gozava de larga
fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu
espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das
almas.
Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de
milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenómeno eclesial,
espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas. Assim
Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo
fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades
Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canónica para
dar início à Causa de beatificação e canonização.
Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas
Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de
1982. O Arcebispo de Manfredónia pôde assim proceder à introdução da
Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7
de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a
sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume,
se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No
dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos
Consultores Teólogos, com resultado positivo.
Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente
da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria Erba, Bispo de
Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de
Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e
anexas.
No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Pau-lo II
foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a
beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério
competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o
caso desenrolou-se o Processo canónico regular no Tribunal Eclesiástico
da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até
Junho de 1997, tendo sido reconhecido como válido por decreto de 26 de
Setembro de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no
dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de
Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No
dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação
Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, sendo Ponente D.
Andrea M. Erba; e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na
presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre.
No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística
na Praça de São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade
apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de
Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de Setembro a data da sua festa
litúrgica. Para a canonização do Beato Pio de Pietrelcina, a Postulação
apresentou ao competente Dicastério o restabelecimento do pequeno
Matteo Pio Collela de São Giovanni Rotondo. Sobre este caso foi
elaborado um processo canónico no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese
de Manfredonia-Vieste, que decorren de 11 de Junho a 17 de Outubro de
2000. No dia 23 de Outubro de 2000, a documentação foi entregue à
Congregação das Causas dos Santos. No dia 22 de Novembro de 2001 é
aprovado, na Congregação das Causas dos Santos, o exame da Consulta
Médica. No dia 11 de Dezembro de 2001, é julgado pelo Congresso
Peculiar dos Consultores Teólogos e, no dia 18 do mesmo mês, pela
Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos. No dia 20 de Dezembro, na
presença do Papa João Paulo II, foi promulgado o Decreto sobre o
milagre; no dia 26 de Fevereiro de 2002, foi publicado o Decreto sobre a
sua canonização.
fonte: http://www.paroquiasaopio.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=60&Itemid=127

O Evangelho apresenta pela primeira vez Mateus em Cafarnaum, uma
das cidades mais florescentes da Palestina, situada à beira do lago de
Genesaré. Lá, Mateus tinha um expediente para cobrança de impostos, em
nome da autoridade romana.
A cobrança dos impostos imperiais era geralmente feita por
rendeiros públicos, homens exploradores que o povo odiava e até chamava
de publicanos, e que significava pecadores públicos, equiparados aos
pagãos.
Jesus mostrou grande simpatia pela cidade de Cafarnaum, tanto que
os Evangelhos a chamam de "sua cidade". Aí, Jesus doutrinou
freqüentemente e realizou muitos milagres. Numa destas ocasiões, em que
Ele tinha pregado na praia de Cafarnaum, Chamava-se telônio o local
onde se efetivava o pagamento dos tributos e onde também se trocava
moeda estrangeira, um misto de casa de câmbio e de pagamento dos
tributos. Em sua peregrinação, Cristo passa diante do telônio de Levi,
que era seu nome antes da conversão; pára, e o chama:
"Segue-me". Levi se levanta, acompanha o Mestre e abandona seus
rendosos negócios. Troca de nome e de vida. Diz São Jerônimo que Levi,
vendo Nosso Senhor, ficou atraído pelo brilho da divina majestade que
fulgurava em seus olhos.
É de se supor que tal decisão não tenha sido o fruto de um
entusiasmo improvisado, mas que tenha tomado esta resolução devido ao
que vira e ouvira sobre Jesus de modo que o convite positivo do Mestre
lhe tenha posto fim às últimas dúvidas sobre a orientação de sua vida
futura.
São Beda, comentando este fato, observa que Levi se converteu
porque aquele que o chamou pela palavra lhe tocou o coração pela graça
divina.
Mateus, nome hebraico, que significa "dom de Deus", ofereceu em
seguida um grande banquete de despedida aos amigos e colegas,
convidando também Jesus com os outros apóstolos. Os fariseus e escribas
que observavam todos os gestos de Cristo, vendo que este aceitara o
convite, acusaram-no dizendo: "Este homem anda com publicanos e
pecadores e senta-se à mesa com eles". Também os discípulos de Jesus
tiveram que ouvir reclamações: "Como é que o vosso Mestre senta-se à
mesa com os pecadores?" Jesus, ao ouvir isto, respondeu: "Não são os
sãos, mas sim os doentes que necessitam do médico. Eu não vim chamar os
justos, mas os pecadores".
O Evangelho de Mateus
São Mateus é o autor do primeiro evangelho escrito entre os anos 60
e 90. Escrito provavelmente em Hebraico ou em Aramaico na sua forma
original. Alguns estudiosos dizem que provavelmente São Mateus estava em
Antióquia, Síria, quando escreveu o Evangelho. São Mateus no seu
Evangelho provê um retrato extremamente bem feito de Cristo, inclusive
sua genealogia, ministério, paixão, e ressurreição. Todo o seu
evangelho é destinado a prover um verdadeiro reconhecimento de que
Cristo era o Messias. O seu evangelho é considerado por muitos como o
mais completo e o mais lindo.
O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como o Messias, o Salvador
que Deus tinha prometido enviar ao mundo. O Evangelho começa com a
lista dos antepassados de Jesus, ligando-o assim à história do povo de
Deus.
Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e
a Abraão, o pai do povo escolhido. Em seguida o autor fala do
nascimento de Jesus, citando, passo a passo, textos do Antigo Testamento
a fim de provar que Jesus é, de fato, o Messias que Deus enviou (Mt
1.23; 2.5-6; 2.15; 2.17-18; 2.23).
Neste Evangelho os fatos da vida de Jesus aparecem na mesma ordem
seguida no Evangelho de Marcos. Depois de ser batizado no rio Jordão
por João Batista, Jesus é tentado no deserto e em seguida vai para a
Galiléia, onde ensina multidões, cura doentes e expulsa demônios.
Mateus dá muita importância aos ensinamentos de Jesus e junta muitos deles em cinco grandes discursos:
• O Sermão do Monte, em que Jesus fala a respeito do caráter, dos
deveres, dos privilégios e do destino daqueles que pertencem ao Reino
do Céu (Mt 5-7); • Instruções dadas aos doze apóstolos para a sua missão
de anunciar a vinda do Reino do Céu e de curar os doentes (Mt 10); •
Os segredos do Reino do Céu, apresentados em forma de parábolas (Mt
13); • Ensinamentos a respeito da Igreja, a nova comunidade composta
dos seguidores de Jesus (Mt 18); • Ensinamentos sobre o fim do mundo e a
vinda do Reino do Céu (Mt 24-25).
• Além desses cinco discursos, Mateus registra outras palavras de
Jesus como, por exemplo, as condenações que ele faz contra os
professores da Lei e aos fariseus (Mt 23.1-36).
Seus escritos não devem ser confundidos com as Traduções e outras
obras associadas ao Apóstolo Matias, embora seu evangelho hebraico
tenha sido chamado de Evangelho de Matias - uma questão confusa para o
leitor de língua Portuguesa. Alguns estudiosos acreditam que os
fragmentos existentes do "Evangelho Segundo os Hebreus", seja uma
versão do evangelho hebraico ou aramaico original de Mateus.
O Bispo Papias, discípulo do Apóstolo João, que viveu no final do
primeiro século, é citado por Eusebius afirmando que Mateus compôs em
aramaico os "Oráculos do Senhor", então traduzidos para o grego "por
cada homem que fosse capaz". Este é um importante testemunho, já que
Papias passou grande parte de seu ministério coletando as primeiras
memórias orais dos Apóstolos e seus discípulos. Clemente de Alexandria
diz que ele não morreu violentamente, mas o Talmud afirma que ele foi
condenado a morte pelo Sanedrin judaico. Apesar da confusão entre as
tradições de Mateus e Matias, parece que foi realmente Mateus quem se
associou a André, sendo que existe um apócrifo intitulado "Atos de
André e Mateus".
A missão como Evangelizador
Após a cena descrita no chamado "Evangelho do Espírito Santo", na
qual os apóstolos receberam o dom da sabedoria, saíram os mesmos pelas
várias regiões para a difusão religiosa. Mateus pregou, em primeiro
lugar, na própria Palestina, e em seguida, dirigiu-se à Arábia e
Pérsia, deslocando-se finalmente para a Etiópia, onde encontrou a morte.
Diz São Clemente que Mateus era um santo de penitência e
mortificações. Alimentava-se de ervas, frutas e raízes.
Sofreu maus tratos e foi hostilizado na Arábia e na Pérsia. Teve os
olhos arrancados e foi colocado na prisão na cidade de Mirmene, onde
aguardaria sua execução, a ser feita em data solene consagrada a deuses
pagãos. Na prisão, onde estava acorrentado, recebe o milagre divino da
restituição dos seus olhos e da sua libertação. Alcança a Etiópia, onde
prega a doutrina cristã pela última vez. É repelido e encontra forte
oposição dos guias religiosos pagãos etíopes.
Ocorre, entretanto, uma consternação real. Falecido o jovem
príncipe Eufranon, São Mateus é chamado e realiza um milagre que causa
admiração: ressuscita o morto. Esse fato repercutiu em todo o reino.
Incensado, bajulado e endeusado, São Mateus trata de colocar as
coisas em seus devidos termos e diz: “Eu não sou Deus, como julgais que
seja, mas servo de Jesus Cristo, Filho de Deus vivo; foi em seu nome
que ressuscitei o filho de vosso rei; foi ele que me enviou a vós, para
vos pregar sua doutrina e vos trazer sua graça e salvação.” Palavras
que calaram fundo na alma dos etíopes. Foi elevado o número das
conversões. A Etiópia, na época, era um dos principais bastiões do
cristianismo.
A conversão da família real era fato consumado. A princesa
Efigênia, filha mais velha, faz voto de castidade perpétua. Com o
falecimento do rei Egipo, sobe ao poder o seu sobrinho Hirtaco.
Desejando fortalecer politicamente o reino, Hirtaco resolve despojar
Efigênia. Mas havia o impedimento: o voto proferido pela princesa.
Hirtaco exige a interferência e a autorização de São Mateus para
realizar os seus desígnios. Mateus se recusa, informando ao rei não ter
competência para envolver-se no caso, e consagra Efigênia a Deus.
Contestado em seu plano, e irado, Hirtaco dá ordens para a execução de
Mateus que celebra a santa missa, quando dele se aproximam os soldados e
executam a ordem real. Transcorria o ano 69 d.C, quando Mateus foi
assassinado.
Efigênia cumpriu seu voto. Fugiu acompanhada de várias moças
convertidas à fé cristã, internandose em um monastério. Sua vida foi
consagrada a Deus. Foi canonizada como Santa Efigênia. No ano de 930,
seus restos mortais foram transportados para Salerno (Itália), cidade
da qual é padroeira. São Mateus é representado na arte litúrgica por um
anjo segurando uma lança, uma moeda e uma pena. Sua festa é celebrada
no dia 21 de Setembro.
fonte: http://www.paroquiasaomateus.com.br/index.php/a-paroquia/padroeiro

Os dois pastorinhos - Maximin Giraud e Mélanie Calvat - tiveram
uma visão da Virgem Maria numa montanha perto de La Salette, França, a
19 de Setembro de 1846, por volta das três horas da tarde. Fazia muito
sol. Maximin Giraud e Mélanie Calvat haviam recebido apenas uma muito
limitada educação. A aparição consistia em três fases diferentes. As
crianças viram, numa luz resplandecente, uma bela dama em um estranho
costume, falando alternadamente francês e patois. Ela estava sentada
sobre uma pedra, e as crianças relataram que a "Belle Dame" estava
triste e chorando, com seu rosto descansando em suas mãos. A Bela
Senhora pôs-se de pé. E disse: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo,
aqui estou para vos contar uma grande novidade!"
"Se meu povo não
se quer submeter, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão
forte e tão pesado que não o posso mais."
"Há quanto tempo sofro por vós."
"Dei-vos
seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não me querem
conceder! É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho."
"E
também os carroceiros não sabem jurar sem usar o nome de meu Filho. São
essas as duas coisas que tornam tão pesado o Seu braço."
"Se a colheita for perdida a culpa é vossa (...) Orai bem, fazei o bem."
"Se
a colheita se estraga, e só por vossa causa, Eu vo-lo mostrei no ano
passado com as batatinhas: e vós nem fizestes caso! Ao contrário, quando
encontráveis batatinhas estragadas, blasfemáveis usando o nome de meu
Filho. Elas continuarão assim e, neste ano, para o Natal, não haverá
mais."
Então, as crianças descem até a Bela Senhora. Ela não
parava de chorar. Segundo os relatos das crianças a Senhora era alta e
toda de luz. Vestia-se como as mulheres da região: vestido longo, um
grande avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de camponesa.
Rosas coroavam sua cabeça, ladeavam o lenço e ornavam seu calçado. Em
sua fronte a luz brilhava como um diadema. Sobre os ombros carregava uma
pesada corrente. Uma corrente mais leve prendia sobre o peito um
crucifixo resplandecente, com um martelo de um lado, e de outro uma
torquês. Assim a Bela Senhora falou em segredo a Maximino e depois a
Melânia. E novamente, os dois em conjunto ouvem as seguintes palavras:
"Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de
trigo, e as batatinhas serão semeadas nos roçados" E a Bela Senhora
conclui, não mais em patois, e sim em francês: "Pois bem, meus filhos,
transmitireis isso a todo o meu povo." Terminou assim a aparição.
Segundo as crianças ela andava, mas as plantas de seus pés não esmagavam
a relva, quase não dobravam os talos. Mélanie correu e a contemplou de
novo lá no alto. E depois, segundo ela, viu o rosto e a figura da
Senhora desaparecendo à medida que a luminosidade aumentava.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_da_Salete
A História de Nossa Senhora da Defesa Maria, Mãe do Nosso Senhor,
Mãe de Deus e da Igreja. É ela a estrela que precedeu a Luz do Mundo,
Jesus Cristo. A ela, devemos a vinda de Cristo à Terra. Privilegiada
pelas prerrogativas que Deus lhe concedeu, ela, a Virgem Maria
entrega-se totalmente à vontade do Senhor, mesmo sabendo que poderia
sofrer graves conseqüências, já que era noiva de José e, pelas leis da
época, ele poderia rejeitá-la, podendo até receber como castigo a morte
por apedrejamento. Sua pureza é tanta, que nunca questionou nenhuma das
provas impostas em sua vida. Como toda a humanidade, Maria tinha direito
à escolha, mas ela sempre dá seu sim a Deus, sendo a Imaculada, sem
pecado, toda pura. O mal não tem lugar em sua vida. Lá está ela , ao
lado de Jesus, em todos os momentos importantes de Sua vida, sem nunca
questionar a vontade do Pai, mesmo em momentos de grande dor, como o da
morte de seu Filho Jesus. Por sua fé e perseverança, ela recebe de
Cristo, ali mesmo, mais uma missão: a de ser a Mãe de toda humanidade.
"Eis tua mãe, Eis teu filho", diz Jesus designando João o Apóstolo, que
representa todo verdadeiro discípulo Seu. Maria é nossa mãe e portanto é
mãe da Igreja fundada por Jesus.
Muitos tiveram a felicidade de presenciar a aparição de Nossa Senhora.
E por causa dessas aparições, ou devido a intervenções especiais de
Maria, muitos nomes lhe foram dados. Assim, a Mãe de Cristo também é
venerada por nomes universalmente conhecidos como Nossa Senhora de
Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e aqui no Brasil por Nossa Senhora
Aparecida. Além dos títulos recebidos através da liturgia, como Nossa
Senhora da Conceição, festa celebrada em 8 de dezembro, existem muitos
outros títulos dados de acordo com a piedade e a devoção do povo, que em
momentos de dor ou de necessidade, pedem por seu socorro e por sua
intercessão. Surgem assim, denominações como Nossa Senhora do Parto,
Nossa Senhora da Boa Viagem, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, entre
outras. Na Catedral de Ozieri, em Sassari, Itália, ela é venerada como
Nossa Senhora da Defesa. Segundo a história, durante o inverno, na época
das imigrações, um exército de godos invadiu a Bacia de Ampezzano, na
Itália. Os habitantes se reuniram para se defender. Ao se sentirem sem
defesa, como homens tementes a Deus, invocaram Nossa Senhora. Ela então,
apareceu num trono, sobre as nuvens, com uma espada na mão. Quando os
inimigos estavam prontos para atacar, Nossa Senhora desceu sobre o
lugar, onde se dava a batalha e as nuvens, que tinha debaixo de seus
pés, causaram uma escuridão tão grande, que os inimigos nada puderam
ver. Confundidos, entraram em luta contra si mesmos até se destruírem
por completo. A partir de então, Nossa Senhora recebeu mais um título, o
de Nossa Senhora da Defesa.
Fonte: Site oficial do Pe. Marcelo Rossi - Texto escrito por Yara Nunes Vieira Finco