sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Nossa Senhora da Penha - 1 de Setembro

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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA
A devoção à Santíssima Virgem sob o título de Nossa Senhora da Penha de França começou no século XV na Europa. Conta o Pe. Colunga em seu livro "Nuestra Señora de Peña de Francia", que o peregrino francês Simão Vela, em 19 de maio de 1434, descobriu em Penha de França monte situado na serra do mesmo nome, na província de Salamanca a imagem de Nossa Senhora, tão importante para a cristandade.

Há uma tradição popular que diz ter sido o peregrino Simão Vela, recolhido num convento franciscano na aldeia de Puy e que ouvia sempre, em seus êxtases, uma voz que lhe dizia: "Simão, vela e não durmas" o qual passou a ter o sobrenome com que se tornou conhecido: Simão Vela.

Simão partiu e depois de cinco anos, descobriu a imagem que fora deixada por soldados franceses ao se esconderem naquele monte quando combatiam contra os muçulmanos.

Conta-se que o primeiro milagre ocorreu no local onde foi encontrada a imagem, quando um grupo de fugitivos foi perseguido por bandoleiros. Depois de terem invocado Nossa Senhora da Penha, viram-se livres de seus inimigos. Esse fato tornou-se muito conhecido e espalhou-se rapidamente. Seu eco atravessou a fronteira chegando até Guimarães, cidade do Minho (Portugal), onde a imagem passou a ser venerada. O próprio rei de Portugal, Dom Sebastião tendo alcançado a cura de uma grave doença por intermédio de Nossa Senhora da Penha, mandou erguer uma igreja em seu louvor, na cidade de Lisboa, em sinal de gratidão e devoção à Mãe de Deus e nossa. Hoje é uma das grandes paróquias da capital portuguesa.

No Brasil, consta, em fontes diversas, que a primeira ermida em louvor a Nossa Senhora da Penha foi erguida em Vila Velha, antiga capitania do Espírito Santo, entre os anos de 1558 e 1570, por Frei Pedro Palácios, natural da Espanha, irmão leigo da Ordem dos Franciscanos, que era grande devoto de Nossa Senhora.

A segunda ermida surgiu após a fundação da Fazenda Grande ou de Nossa Senhora da Ajuda, na freguesia de Irajá, no Rio de Janeiro. 

Tudo começou no início do século XVII, por volta do ano de 1635, quando o Capitão Baltazar de Abreu Cardoso ia subindo o Penhasco (grande pedra) para ver as suas plantações, uma vez que era proprietário de toda a área no entorno do atual Santuário. De repente foi atacado por uma enorme serpente. Baltazar, que era devoto de Nossa Senhora, quando se viu só e incapaz de se defender, pediu socorro a Nossa Senhora gritando: "Minha Nossa Senhora, valei-me!". Nesse preciso momento surgiu um lagarto inimigo das serpentes, e travou-se uma luta mortífera entre os dois animais. Baltazar por sua vez, não perdeu tempo e fugiu.

Depois de se recuperar do susto, Baltazar reconheceu que o lagarto apareceu precisamente no momento em que ele pediu a proteção da Virgem Maria. Agradecido, por tão importante gesto maternal, Baltazar construiu uma pequena capela onde pôs uma imagem de Nossa Senhora. Se antes o Capitão Baltazar subia o penhasco para ver as suas plantações, a partir daí passou a subir também para agradecer tão primoroso gesto de carinho que a Mãe do Céu teve para com ele. Assim como ele, também os seus parentes, amigos e vizinhos e até mesmo pessoas curiosas, que à distância viam a pequena capela, passaram a subir a grande pedra (daí vem a palavra Penha) uns para pedir e outros para agradecer graças alcançadas por intercessão da Senhora do alto do Penhasco – Penha. De tanto as pessoas dizerem: vamos à Penha visitar Nossa Senhora, passaram a dizer: vamos visitar Nossa Senhora da Penha.

A devoção à Nossa Senhora da Penha foi se espalhando e cada vez era maior o número de pessoas que visitavam este lugar sagrado e encantador. Umas para pedir e outras para agradecer a sua intercessão.

O capitão Baltazar doou todas as suas propriedades a Nossa Senhora da Penha, havia necessidade, porém, que alguém, com crédito, administrasse responsavelmente esse patrimônio. Foi criada então a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha no ano de 1728 a qual com muito zelo e dedicação demoliu a primeira capela - muito pequena - e construiu outra, com uma torre onde foram colocados dois pequenos sinos.

Mais tarde, no ano de 1870, foi demolida esta capela e construído no seu lugar um novo templo: uma igreja com uma torre e novos sinos. Por volta do ano de 1900 houve uma nova intervenção. O templo foi ampliado, ganhando duas novas torres, nas quais, mais tarde, foi instalado um carrilhão com 25 sinos de origem portuguesa, adquiridos na Exposição Nacional do 1º Centenário da Independência do Brasil. Este Carrilhão foi inaugurado em 27 de setembro de 1925 com a bênção do então Núncio Apostólico no Brasil, Cardeal Dom Henrique Gasparri.

fonte:http://www.santuariopenhario.org.br/secao=15256&categoria=15300&id_noticia=49891 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

São Bartolomeu - 24 de Agosto

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HISTÓRIA DE SÃO BARTOLOMEU
São Bartolomeu Apóstolo foi um dos apóstolos de Jesus Cristo.

Seu nome vem do aramaico, com uma referência patronímica: Bar Talmay - filho de Talmay. Há historiadores que também mantêm uma referência patronímica, mas dá outro significado para o nome: Bar Ptolomeu - Filho de Ptolomeu. Esta última hipótese não é inverossímil, visto que Ptolomeu (suposto pai de Bartolomeu) possuía um prenome grego, e a cultura grega tinha uma grande influência na Judéia da época.

Nenhuma narração bíblica lhe enfoca especialmente e seu nome consta apenas nas listas dos doze. No entanto, segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa "Deus deu" - o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11).

Como narra a Bíblia, São Filipe comunicou a Natanael (São Bartolomeu) que havia encontrado o Messias, e que esse provinha de Nazaré, ao que Natanael responde dura e preconceituosamente: "De Nazaré pode vir alguma coisa boa?" (Jo 1, 46a). Essa observação é importante indicador das expectativas judaicais quanto à vinda do Messias, então tidas.

No seu primeiro encontro com Jesus, recebe um elogio: "Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento" (Jo 1, 47), ao qual o apóstolo responde: "Como me conheces?". Jesus responde de forma que não podemos compreender claramente somente através das Escrituras:

"Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira". Com certeza se tratava de um momento crítico e decisivo na vida de Natanael. Após essa revelação de Jesus, Natanael faz a sua adesão ao Mestre com a seguinte profissão de fé: "Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel".

Segundo fontes históricas, São Bartolomeu teria pregado o cristianismo até na Índia. Outra tradição diz que o apóstolo morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbent, na província russa de Daguestão junto ao Cáucaso, a mando do governador, tanto que na Capela Sistina ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e jazem em Roma, na Igreja a ele dedicada.

O Santo Padre o Papa, na audiência do dia 4 de outubro de 2006, disse estas palavras que concluem o ensinamento da vida de São Bartolomeu:

"Para concluir, podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte".

fonte: http://paroquiadesaobartolomeu.blogspot.com.br/p/padroeiro.html


domingo, 20 de agosto de 2017

São Bernardo Claraval - 20 de Agosto

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HISTÓRIA DE SÃO BERNARDO
São Bernardo era o terceiro filho de Tescelin Sorrel, um nobre da Borgonha, e de Aleth, que era filha de Bernardo, lorde de Montbard. Nasceu em 1090, em Fontaines, castelo próximo a Dijon, um senhorio pertencente ao pai. Os pais tiveram sete filhos, a saber, o Beato Guido, o Beato Geraldo, São Bernardo, a Beata Humbelina, André, Bartolomeu e o Beato Nivaldo. Todos eles receberam boa formação, aprenderam o latim e a arte da versificação, antes de se alistarem os filhos homens para o serviço militar e para a festa das armas. 

Desde tenra idade, Bernardo demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia. 

Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada. 

A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos. 

Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana. 

Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com frequência e impunha-se severa penitência. 

Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França. 

São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.

fonte:http://www.franciscanos.org.br/?p=22405

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

São Roque - 16 de Agosto

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HISTÓRIA DE SÃO ROQUE
Muitas informações sobre a biografia de São Roque são desconhecidas, inclusive seu verdadeiro nome. Roch (em português Roque) era o nome de família.

Há enorme variação nas datas apontadas para o seu nascimento e morte, chegando a variar de 1295 a 1350 a data de nascimento, e 1327 a 1390 a da morte.

Nascido em Montpellier, na França o menino Roque era filho de João, rico mercador, que exercia também cargo no governo, e sua de mulher Libéria, mãe dedicada e apaixonada pelo sobrenatural. A familia circulava entre a nobreza da cidade, sendo Roque herdeiro único de considerável fortuna.

Conta a lenda, que Roque teria nascido com um sinal em forma de cruz avermelhada na pele do peito, predestinando à santidade.Ficou órfão de pai e mãe muito jovem, tendo sua educação confiada a um tio. Iniciou o curso de medicina, mas não conluiu os estudos. 

Desde cedo praticando a caridade para com os menos afortunados, ao atingir a maioridade, por volta dos 20 anos, resolveu distribuir seus bens aos pobres, deixando uma parte de sua herança, confiada ao tio. Em seguida, partiu em peregrinação para Roma. Chegando à cidade de Acqupendente, encontrou-a em caos, causado pela grande epidemia de Peste Negra que dizimou centenas de pessoas. Roque ofereceu-se para assistir aos doentes, realizando as primeiras curas milagrosas, usando apenas um escalpelo e o sinal da cruz. Visitou Cesena, Mântua, Modena, Parma e muitas outras cidades vizinhas. Onde surgia um foco de peste, lá estava Roque ajudando e curando, enquanto todos diziam: “Onde está o santo de Deus, ninguém mais morre.”

Após anos de abnegação e orações diárias sobre o túmulo de São Pedro em Roma, onde também curou vitimas da peste, retornava a Montpellier, mas chegando a Piacenza foi contagiado pela doença. Sem forças para continuar sua bela obra, e para não contagiar outras pessoas, isolou-se em uma floresta próxima daquela cidade, instalando-se em uma caverna. Teria morrido de fome se não encontrasse ele em um cão, o amigo fiel que lhe trazia diariamente um pão, e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água, com a qual matava a sede. Em harmonia com a natureza, contando com a presença sobrenatural da mata e seus moradores, e com sua fé profunda, curou-se milagrosamente. 

O cão pertencia a um rico homem, Gottardo Pollastrelli, que ao perceber a presença de Roque, ajudou-o, sendo convertido a emendar a sua má vida. Roque regressou a Montpellier, e infelizmente encontrou a França em guerra. Foi preso, confundido como espião e levado diante do governador, que alguns biógrafos afirmam que seria seu tio materno, que não o reconheceu. 

Sem protestos, passou aproximadamente 5 anos na prisão até morrer esquecido por todos, mas feliz por ter sua vida alguma semelhança com a de Cristo. Foi reconhecido depois de morto pela cruz que tinha marcada no peito, e a fama da sua santidade rapidamente se espalhou por todo o sul da França e pelo norte da Itália. Tendo como primeiro milagre póstumo a atribuição da cura do seu carcereiro, Justino, que coxeava e ao tocar com a perna no corpo de Roque, para verificar se estava realmente morto, teve sua perna milagrosamente curada.

Embora sem provas consubstânciais, afirma-se que Roque pertencia à Ordem Terceira de São Francisco. É invocado em casos de epidêmia, popularizando-se como protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. Celebramos seu dia em 16 de agosto.

fonte: http://www.associacaosaoroque.org.br 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Nossa Senhora da Saúde - 15 de Agosto

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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE
A origem da devoção a Nossa Senhora da Saúde tem registro na Idade Média, durante o tempo da peste negra na Europa. Segundo a tradição, em 1599, caiu uma epidemia de peste sobre a população de Sacavém (Portugal) com tamanho impacto, que o número de pessoas mortas foi superior ao espaço disponível junto a Igreja Nossa Senhora da Vitória. Sendo assim, resolveram enterrá-las nas proximidades. Ao abrirem a primeira vala, os coveiros se depararam com uma imagem de Nossa Senhora. O povo logo se reuniu com grande amor e veneração. Aconteceu uma procissão em honra a Mãe de Deus, na intenção de pedir a proteção dela. Ao fim da procissão, a peste cessou. A imagem de Nossa Senhora descoberta na vala passou a ser aclamada Nossa Senhora da Saúde.

Há muitas diversificações na história da devoção a Nossa Senhora da Saúde. Cada uma mais bela e preciosa que a outra. Digo preciosa, porque demonstra que o povo de Deus é piedoso, ama e acredita na intervenção, no auxílio, no refúgio da Mãe de Deus. A fé é a nossa maior riqueza, pois com ela podemos "remover montanhas".

A Sagrada Tradição venera Maria como a Saúde dos Enfermos. Esse título, assim como os demais, surgiu da fé e da esperança ímpar do povo para com a Mãe de Deus.

O ser humano é marcado pela enfermidade. A doença faz parte da nossa natureza humana. Qualquer enfermidade nos faz sofrer, "Felizes aqueles que dão um verdadeiro sentido ao sofrimento, descobrindo sua dimensão rica de purificação, dando a ele um aspecto cristão". A dor nos faz crescer. Num mundo de dor, de tantas enfermidades, nos desesperamos, a ponto de ficarmos sem saída. Dessa maneira, podemos perceber a nossa limitação.

Maria está sempre presente para assistir seus filhos que sofrem, cada qual com seu motivo: uns com doenças corporais, outros com doenças espirituais. Assistir os enfermos é característica visível em Maria. Seu Divino Filho Jesus foi como ela. Jesus caminhou por muitos lugares fazendo o bem, curando os enfermos, operando milagres. E Sua Santíssima Mãe também. Não se separa Maria de Jesus. Sempre gosto de dizer que Mãe e Filho são inseparáveis. Quando Maria cuidou de Jesus e também foi cuidada por Ele e por São José. Foi cuidada também por São João Evangelista e hoje ela cuida de nós como Mãe na ordem da graça (Lumen Gentium 61). Vamos cuidar também de Maria, vamos levá-la para a nossa casa. Vamos homenageá-la com nossas manifestações de carinho, chamando-a por suas virtudes sobre nós, pois mãe é mãe em todas as horas, inclusive na hora da angústia. Ela estará sempre conosco.

Muitas vezes buscamos só o prazer. Não queremos sofrer, recusamos o sacrifício. Não queremos a dor. Infelizmente, nós ainda não sabemos sofrer, não oferecemos nossos sofrimentos a Deus, mas um dia aprenderemos...

A verdadeira devoção a Nossa Senhora consiste em sempre estar direcionado a Nosso Senhor Jesus Cristo, em ser uma Maria para Jesus e um Jesus para Maria. Assim, alegraremos os dois Sacratíssimos Corações.

fonte: http://www.nossasenhoradasaude.org/ 

Nossa Senhora da Abadia - 15 de Agosto

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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DA ABADIA
Nossa Senhora da Abadia é também conhecida pelo titulo de Santa Maria do Bouro, pois é originária do convento do Bouro, próximo à cidade de Braga, em Portugal. Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora da Abadia é muito antiga, tendo pertencido a um recolhimento religioso conhecido por Mosteiro das Montanhas, que existia naquelas paragens por volta do ano 883. Quando os sarracenos invadiram a Península Ibérica, os monges fugiram, escondendo a imagem da Virgem Maria. Os séculos passaram. No tempo do Conde D. Henrique, um antigo fidalgo da corte, Pelágio Amado, fugindo aos faustos desse mundo, retirou-se para a ermida de São Miguel, a pouca distância de Braga, onde foi
viver com um velho ermitão que ali morava há muitos anos. Certa noite, avistaram uma grande claridade que vinha do centro de um vale próximo e como este fato se repetisse na noite seguinte, ficaram os dois vigiando e ao amanhecer foram verificar a origem daquela estranha luz.

Encontraram escondida entre os penedos uma imagem de Nossa Senhora e, cheios de alegria à vista daquele tesouro, os eremitas se prostraram, agradecendo a Deus por tão singular favor. Mudaram a sua morada para aquele sitio e ali edificaram uma pequena ermida, onde colocaram a imagem da Santa." Teve noticia da descoberta o arcebispo de Braga e foi pessoalmente visitar os ermitães. Verificando a pobreza em que viviam, mandou construir uma igreja de pedra lavrada digna de abrigar a Mãe de Deus. Aos poucos, vários monges se uniram aos dois santos homens e a fama dos milagres de Nossa Senhora da Abadia se espalhou pela terra portuguesa, a ponto de o rei D. Afonso Henriques ter ido especialmente visitar o santuário, onde deixou uma boa esmola para o culto divino e as necessidades daqueles servos de Deus. Após a descoberta do Novo Mundo, a pequena imagem de Nossa Senhora da Abadia atravessou o oceano no surrão de algum devoto bracarense e foi instalar seu culto nos chapadões do «Triângulo Mineiro», onde várias cidades a tomaram por Padroeira. Passou depois para Goiás, localizando-se principalmente em Muquém e na antiga capital da província, a Vila Boa, que conserva ainda sua bela matriz, edificada no século XVIII. Atualmente uma das localidades mais famosas pelas romarias é a de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, antigo centro de garimpagem de diamantes. O Santuário da Virgem do Bouro nesse rincão das Alterosas atrai todos os anos no dia 15 de agosto um grande número de devotos e a procissão é célebre pelo pitoresco das promessas. Aqui um peregrino anda vergado sob o peso de enorme pedra, outro carrega um aleijado nos ombros e vêem-se ainda homens sem camisa levando velas ou vasilhas de água na cabeça; outros açoitam-se ou fingem açoitar-se durante o cortejo noturno. Tudo isso em agradecimento às graças alcançadas por intermédio de Nossa Senhora da Abadia. Na progressista cidade de Uberaba é também grande a devoção a Santa Maria da Abadia do Bouro. Sua igreja, construída em fins do século passado após muita insistência junto às Autoridades Eclesiásticas, teve inicio com solene missa oficiada pelo vigário e acompanhada pela banda de música «união uberabense». Junto ao templo havia uma cisterna cuja água era considerada milagrosa pelo povo, a ponto de virem pessoas de longe em busca do precioso líquido. Houve entretanto vários abusos e um dia, inexplicavelmente, a cisterna secou. Iniciada a edificação da igreja, foi mandada vir do Rio de Janeiro uma bonita imagem de Nossa Senhora da Abadia, que permaneceu na Matriz de Uberaba até a inauguração do templo em 1884. A afluência de fiéis era tão grande, que foi necessário aumentar o recinto nos dias de festa com toldos cobertos de folhas de palmeiras, para que o povo tivesse um abrigo durante as cerimônias religiosas. Posteriormente a igreja da Abadia foi ampliada e reformada. A festa de 15 de agosto tornou-se a mais popular e concorrida da redondeza e o uberabense, por mais longe que esteja, ao aproximar-se a grande data, volta á sua terra para matar as saudades e para render culto a Nossa Senhora da Abadia.
Augusto de Lima Júnior, "História de Nossa Senhora em Minas Gerais", Imprensa Oficial, Belo Horizonte, 1956 Nilza Botelho Megale, "Invocações da Virgem Maria no Brasil", Ed. Vozes, 4a. ed., 1998, Edésia Aducci, "Maria e seus títulos gloriosos", Ed. Loyola, 1998
Fonte: http://www.senhoradabadia.com.br/nsra_abadia/nsra_abadia.php

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Santa Filomena - 11 de Agosto

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HISTÓRIA DE SANTA FILOMENA:
Existia na Grécia, um pequeno Estado, no qual o Rei não tinha filhos, pois sua esposa a Rainha era estéril, e sentiam grande desgosto por não terem quem sucede-los no trono. Apesar de não serem cristãos, tinham na côrte um médico cristão, muito fervoroso, que os convenceu a fazerem um pedido a Jesus. Se Jesus lhes fizesse o milagre de lhes dar um filho, se tornariam cristãos; e obtiveram, nascendo uma linda menina no dia 10 de Janeiro e, lhe deram o nome de LUMENA, que quer dizer “LUZ DA FÉ”, e ao batizar acrescentaram a palavra FILO, que quer dizer “FILHO DA LUZ”, e assim ficou o nome de FILOMENA.
Aos doze anos fez votos de virgindade, tornando-se assim esposa de Jesus. Quando tinha 13 anos o imperador Romano Deoclesiano declarou guerra a seu pai, injustamente. Este como não tinha possibilidade de enfrentá-lo foi a Roma com sua esposa e filha pedir ao imperador súplica pelo seu povo. O imperador,ao ver a beleza deslumbrante daquela linda menina lhe disse: “Não te assustes, eu não te faço mais guerra, mais porei os meu soldados a teu lado contanto que me dês tua linda filha em casamento”. Estes, com muita alegria, aceitaram tal proposta, ao que Santa Filomena contestou energicamente, dizendo que já estava comprometida com Jesus seu Divino Esposo. Seus pais e o imperador fizeram de tudo para convence-la, mais foi tudo inútil. Então, o tírano imperador vendo-se humilhado mandou prende-la e torturá-la horrivelmente, pensando assim conseguir o seu intuito, mas ela, quanto mais sofria, mais amava a Jesus; no fim de 37 dias de sofrimentos indiziveis, Nossa Senhora lhe apareceu na prisão, a curou de suas chagas e lhe restituiu a sua beleza, ficando mais formosa do que antes e lhe disse: “sofrerás mais três dias, depois, Eu e meu amado Filho te levaremos para o Céu”. O carrasco ao presenciar estes prodígios, se converteu e se tornou cristão com toda a sua família. O imperador, ao ver-se vencido, o amor que tinha por ela, transformou-se em ódio e por isso mandou flecha-la, mas não a acertaram; pensando ser os deuses dela que as desviavam, mandou aquecer as flechas no fogo e atirar nela, mas as flechas em fogo, no lugar de acertar voltaram para trás e mataram seis flecheiros, depois de derrotado com este prodígio, mandou jogá-la no rio Tibre com uma ancora ao pescoço; veio um anjo e cortou a corda ,a ancora foi para o fundo, onde se encontra até hoje, e Ela nem sequer molhou o vestido.
A multidão que presenciava estes prodígios se converteu e glorificou a Deus. Então o tirano não suportando mais a sua cólera deu ordens para que fosse decapitada e assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às três horas da tarde como seu Divino Esposo Jesus.
fonte: http://www.santuariosantafilomena.org.br/category/historia-de-santa-filomena/