sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Sagrada Família - 29 de Dezembro

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HISTÓRIA DA SAGRADA FAMÍLIA
Após o Natal, a Igreja põe, diante de nossos olhos, para serem contemplados em detalhes, os diversos quadros que se sucederam ao grande acontecimento. Chama à atenção, de modo especial, a realidade da família, a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. Deus, que é Todo-Poderoso, poderia inventar outras formas para Seu Filho vir ao mundo e salvá-lo, mas quis que tudo acontecesse pelo meio mais comum, ou seja, uma família humana, com tudo o que isso significa: casa, trabalho, afeto, dificuldades mil, enfermidades, vizinhança, envolvimento com a sociedade e daí por diante.

No entanto, esta família foi pensada justamente no céu, no seio da Trindade, para ser um de seus mais lindos reflexos aqui na terra. Ela é “sagrada”. Tudo o que faz parte do plano de Deus tem esta sacralidade característica. O sagrado é “separado” do resto e preservado pelo seu imenso valor, enquanto portador de tesouros destinados ao bem de todos os filhos do Senhor. Nunca o sagrado seja visto pelos cristãos como ameaça ou proibição, mas sempre como ideal a ser acolhido e alcançado, para que não falte a graça de Deus.

Sagrada é aquela família pela presença de Maria, Virgem e Mãe, Escrava do Senhor, a qual se deixou revestir da Palavra de Deus, pronta a servir e amar, discípula de seu próprio Filho, esposa, mãe e viúva, mulher forte como a vemos aos pés da cruz, mulher da prece e do louvor no testemunho do Magnificat. Sagrada é a família, porque é conduzida por José, homem elogiado por uma expressão riquíssima de significado na Escritura: “justo”, o oposto do ímpio. Nenhuma palavra sua foi registrada na Bíblia, mas o que ele fez, as sábias decisões tomadas para ser fiel a Deus, tudo resume a altura a que chegou aquele carpinteiro de Nazaré.

Sagrada Família, porque sua razão de ser era o acolhimento do Messias Salvador, Jesus Cristo, Filho de Deus, chamado Filho do Homem! Sagrada Família, porque tabernáculo protetor da presença de “Deus conosco – o Emanuel”.

Fonte: http://formacao.cancaonova.com/familia/sagrada-familia-de-nazare/ 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Santo Estêvão - 26 de Dezembro

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HISTÓRIA DE SANTO ESTEVÃO
Santo Estêvão, a quem a Sagrada Escritura chama de "homem cheio de fé e de Espírito Santo", foi o primeiro que teve a sorte de derramar seu sangue em testemunho da fé em Jesus Cristo. Esta circunstância fez com que fosse honrado com o título de protomártir.

Estêvão era judeu da diáspora e morava em Jerusalém. Fazia parte dos sete diáconos que haviam sido encarregados pelos Apóstolos de assistirem os necessitados da comunidade. Seu nome em grego significa "coroa", e evoca a idéia de martírio, porque nos séculos a seguir a coroa foi símbolo do martírio. Sua paixão é de fundamental importância porque não tem nada de fabuloso ou lendário.

A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, pôs tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para o seu sustento. Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos. Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova.

Estes mesmos fatos são descritos com fidelidade histórica pelo livro inspirado, os Atos dos Apóstolos, que é a primeira história da Igreja. Este mesmo livro nos narra a eleição de Estêvão ao número dos diáconos, com estas palavras: "Como aumentasse o número dos discípulos de Cristo, surgiram murmurações entre os de origem hebraica e os gregos, porque no serviço cotidiano eram esquecidas as suas viúvas. Os apóstolos, então, convocaram a assembléia dos cristãos e disseram: 'Não nos convém abandonar a Palavra de Deus para servir à mesa. Procurai, antes, entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, repletos de Espírito Santo e sabedoria, e nós os colocaremos na direção deste ofício. Quanto a nós, permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da palavra'. A proposta agradou a toda a assembléia e foram escolhidos: Estêvão, homem cheio de fé e de Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau. Eles foram apresentados aos apóstolos e, depois de terem orado, impuseram-lhes as mãos" (At 6, 1-6).

Logo em seguida, o escritor sacro diz que Estêvão, cheio de graça e de força, operava grandes prodígios e sinais entre o povo. Vieram então alguns da sinagoga chamados libertos, dos cirenenses e alexandrinos, e puseram-se a discutir com Estêvão. Mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Pelo que subornaram homens que atestassem: "Ouvimo-lo pronunciar blasfêmias contra Moisés e contra Deus". Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas e, chegando de improviso, arrebataram-no e levaram-no à presença do Sinédrio. Lá prepararam falsas testemunhas que depuseram: "Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a Lei. Ouvimo-lo dizer que Jesus Nazareno destruiria este lugar e modificaria as tradições que Moisés nos legou". Ora, todos os membros do Sinédrio estavam com os olhos fixos nele e viram-lhe o rosto semelhante ao de um anjo.

Como pretexto de sua autodefesa, em discurso longo e enérgico, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiramente resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter blasfemado nem contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem contra o Templo. Demonstrou de fato que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus. Em seguida verberou a incredulidade dos judeus, que chamou de homens de dura cerviz e de corações e ouvidos incircuncisos, e que sempre resistiram à voz do Espírito Santo. Terminou elevando os olhos para o alto a afirmando: "Eis que estou vendo os céus abertos, e o Filho do Homem sentado à direita de Deus" (At 7, 56). Então os acusadores, levantando um grande clamor, arremeteram unanimemente, com fúria, contra Estêvão e o apedrejaram. O livro sagrado anota que estava presente ao crime também Saulo, o futuro Paulo, apóstolo dos gentios.

As últimas palavras do mártir Estêvão, durante o martírio, foram: "Senhor Jesus Cristo, recebe o meu Espírito". E, com os joelhos dobrados debaixo de uma chuva de pedras, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a cruz: "Senhor, não lhes imputes este pecado." Tendo dito isso, adormeceu no Senhor. Alguns cristãos piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por causa dele.

Os Santos Padres tecem grandes elogios a Santo Estêvão, pondo em relevo sua pureza, zelo apostólico, firmeza e constância. Antes de tudo, porém, lhe enaltecem o amor ao próximo, verdadeiramente heróico, que o levou a rezar pelos próprios assassinos. Esta oração, com certeza, mereceu a conversão de São Paulo.

A festa de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja, foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal, mesmo sabendo que ele tenha sofrido o martírio no dia 3 de agosto, data em que é comemorada a descoberta de suas relíquias. Convinha que a festa da natividade de Cristo fosse seguida pela festa natalícia de Santo Estêvão, que foi o primeiro a sofrer o martírio por Cristo, portanto o primeiro a nascer no céu: "Ontem Cristo nasceu na terra, para que hoje Estêvão nascesse no céu".

Palavras de Santo Agostinho: "Em Estêvão brilhou a beleza do corpo, a formosura da idade, a eloqüência do discurso, a sabedoria da mente santíssima e a obra da divindade".

Diz também: "Forte coluna de Deus, quando mantido entre as mãos dos lapidadores como se estivesse entre tenazes, consolidava-se ainda mais, ardendo de fé. Foi ferido e arremessado, acorrentado e oprimido, morto mas não vencido".

E ainda disse: "Preste atenção em Estêvão, que era homem como você, pecador como você, redimido da mesma forma que você, e como diácono lia no Evangelho a mesma passagem que você lê ou escuta, e na qual está escrito 'amem seus inimigos'. Ele aprendeu isso lendo, e realizou obedecendo."

Fonte: http://www.paroquiasantoestevao.org.br/cont.php?cat=7

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Santa Francisca Xavier Cabrini - 22 de Dezembro

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HISTÓRIA SANTA FRANCISCA XAVIER CABRINI (MADRE CABRINI)
Nasceu no dia 15 de julho de 1850 em Santo Angelo Lodigiano, Itália, e foi a última de uma família de treze irmãos. Seu nome de batismo era Maria Francisca.

Quando pequena, Chiquinha (como era conhecida) gostava de brincar de barquinhos e de colher violetas. Quando adolescente, era franzina e muito tímida.

Mais tarde disse: " Quem diria que eu fui por tanto tempo tão tímida?

Não ousava levantar os olhos, por medo de faltar de modéstia. - Chegou o dia, porém em que compreendi que , na verdade, devia tê-los bem aberto para o bem do Instituto. E nada mais pôde me intimidar."

Parece que o destino de Madre Cabrini era mesmo as viagens, pois ela gostava de Geografia e vivia debruçada nos Atlas.

Em 1880, com outras sete mulheres, fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus. Era um sonho de Madre Cabrini ir para a China, mas teve de atender ao apelo do papa Leão XIII quando ele lhe disse: "Não ao Oriente, mas sim ao Ocidente." E lá foi Madre Cabrini para os Estados Unidos auxiliar os Imigrantes italianos.

Em março de 1889, ela chegou aos Estados Unidos com a tarefa de ajudar os imigrantes italianos. Como uma pessoa que pensava muito nas crianças ela já pensava em montar um orfanato. Em março de 1889 ela já tinha o terreno que queria. Apesar de toda fragilidade e saúde precária, nos próximos 28 anos ela viajou pelos Estados Unidos fundando escolas, orfanatos e hospitais. Nada a fazia parar. No dia 11 de junho de 1894, numa audiência com o Papa ela recebeu a aprovação para uma expedição que desejava fazer para o Brasil. Em 1896 ela montou um colégio em Lima (no Peru). Na mesma ocasião esteve no Equador e na Argentina.

Em 1899 dedicou-se à educação dos imigrantes italianos e fundou mais duas escolas em Nova Iorque. Em setembro de 1889 foi para a Espanha.

Mas a Espanha foi só sofrimento. As irmãs passaram fome por causa da situação política que culminou com uma revolução que destruiu suas obras.

Em 1900 ela retornou à Argentina e apesar de muito debilitada abre o Colégio Internacional de Rosário. Debilitada pela constante febre, se vê obrigada a retornar à Itália. nomeia as irmãs responsáveis pela continuação de suas obras. Era o ano de 1902. E quando todos pensavam que era o fim, ela se recuperou da febre para continuar o seu trabalho. Visitou uma a uma de suas obras na Italia, França e Espanha. Quanta força ela tinha.

Em New Orleans, verão de 1905, uma epidemia de febre amarela matou muita gente. E as irmãs de Madre Cabrini permaneceram firmes porque sabiam que o povo precisava delas.

Madre Cabrini com 57 anos e com a saúde debilitada não se deu por vencida e voltou a viajar. Ao invés de ficar na Itália, resolveu vir ao Brasil. Aqui já havia uma casa que tinha sido aberta por um grupo de irmãs da Argentina.

No ano de 1908 ela enfrentava uma epidemia e uma perseguição no Rio de Janeiro. Não se deixou abater e ainda teve forças para procurar um terreno na Tijuca para abrir um colégio.

Depois de um ano no Rio de Janeiro,  Madre Cabrini volta aos Estados Unidos para percorrer suas obras. Vai para a Italia e o Papa Pio X, com um decreto de 16 de julho de 1910, confirma Madre Cabrini como Superiora Geral vitalícia.

Em dezembro de 1911, com as poucas forças que lhe restam, resolve voltar aos Estados Unidos, onde ainda tem forças para reerguer o Hospital Columbus de Nova Iorque. Amplia e constrói escolas e orfanatos.

Em 22 de dezembro de 1917, Madre Cabrini falece na cidade de Chicago.

Em 1931, seu corpo foi exumado e estava parcialmente incorrupto. Ele está agora preservado no altar do Santuário de Santa Francisca Cabrini, parte da Escola Madre Cabrini, em Manhattan. Foi beatificada em 13 de novembro de 1938 e canonizada em 7 de julho de 1946 pelo papa Pio XII. Por conta do enorme aumento no número de peregrinos que iam até a sua sala no Hospital Columbus, em Chicago, o cardeal Stritch consagrou um Santuário Nacional em honra à santa no complexo do hospital. Ele foi dedicado em 1955, 38 anos após a morte da santa. Este santuário tem a missão especial de fomentar a devoção à primeira santa norte-americana.

O templo estava no centro do hospital, que estava localizado em Lincoln Park, em Chicago. Em 2002, o hospital fechou e logo foi demolido, mas o santuário e a sala de Madre Cabrini foram preservados, porém fechados ao público. A reabertura estava prevista para 2012 e ele funcionará como um centro de oração, devoção, peregrinação e cuidado espiritual. Ele foi decorado com mosaicos dourados, mármore de Carrara, afrescos e vidro colorido florentino. Como parte do plano de restauração, ele também será circundado por um condomínio.

O milagre que fundamentou sua beatificação foi a restauração da visão à uma criança que havia sido cegada por um excesso de nitrato de prata nos olhos. O milagre de sua canonização foi a cura de uma freira, doente terminal.

A Primeira Igreja a ser Fundada no Brasil para Santa Madre Cabrini localiza-se em São Carlos-SP

fontes: http://www.cjsantacabrini.com e http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisca_Xavier_Cabrini 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Nossa Senhora do Bom Parto - 18 de Dezembro

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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DO BOM PARTO
É importante que se relacione o título dessa devoção com o nascimento de Jesus. Maria, uma mulher normal, deu à luz um filho, que todos conhecemos como o Filho de Deus, Jesus de Nazaré, o Salvador da humanidade (cf. Lc 2, 1-7).

Como se iniciou esta devoção? Pe. Arlindo Rubert, em seu livro “Os trinta títulos de Nossa Senhora”, assim relata:
Muitas mães aflitas, principalmente outrora quando não havia recursos médicos, ao chegarem à sua hora tinham momentos de angústia e recorriam confiantes àquela que em milagroso parto dera com felicidade à luz o Salvador do mundo. Sabe-se que, pelo menos a partir do século XVII, no Brasil, se honrava a Virgem Maria por ocasião da preparação da festa do Natal, que era precedida por novena e pregação em honra da expectativa do parto da Virgem Maria. Dizia-se também Nossa Senhora do O: “Ó Sabedoria…; Ó raiz de Jessé…; Ó chave de Davi…”, etc.

Aos poucos, a invocação litúrgica da Expectação do Parto de Nossa Senhora, mudou-se, na hora das mães mais humildes, em Nossa Senhora do Bom Parto, à qual sucediam-se promessas e cumprimentos de votos após partos bem sucedidos, formando-se confrarias e levantando-se igrejas e capelas para honrar a benevolência da Mãe da humanidade.

No Rio de Janeiro, havia a bela igreja de Nossa Senhora do Bom Parto, como havia também em diversas outras cidades e vilas, sendo muito visitadas. Nossa Senhora do Bom Parto também é representada de pé, com o belo Menino nos braços, rodeada de mães grávidas que lhe imploram proteção.

Na Região Episcopal Belém, Arquidiocese de São Paulo, temos a alegria de honrar Maria com este título, através da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, no bairro Tatuapé.

Que ela continue, portanto, sendo a grande protetora das mães parturientes!

(Texto de Irmã Etel Maria Pereira da Costa, Doutora em Mariologia, da Congregação das Irmãs de Maria Menina)

fonte: http://www.paroquiabomparto.org.br 

domingo, 17 de dezembro de 2017

São Lázaro - 17 de Dezembro

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HISTÓRIA DE SÃO LÁZARO

Lázaro de Betânia, na Judéia, teve a honra de merecer a amizade de Jesus e de desfrutar de sua companhia em sua própria casa. Este santo deve à amizade de Jesus, além da espetacular ressurreição do túmulo, o culto que recebe da Igreja ao longo dos séculos.

A casa de Lázaro era um lugar onde Jesus costumava passar alguns momentos de descanso. Apenas a três milhas de Jerusalém, era uma próspera propriedade agrícola, em Betânia. Lázaro era estimado e respeitado pela comunidade hebraica, pela origem nobre, honestidade e religiosidade da família. Tinha duas irmãs, Marta e Maria, e, ao que parece, os três eram solteiros. Essa amizade, não se sabe quando começou. As narrações feitas pelos evangelistas mostram Jesus sendo confortado pelas atenções dessas irmãs devido à sincera e confiante amizade do dono da casa. Notadamente, Lázaro era um amigo predileto, talvez um de seus primeiros discípulos.

Certo dia, o amigo adoeceu gravemente e as irmãs mandaram avisar Jesus, que estava pregando na distante Galiléia. Aparentando indiferença, Jesus continuou lá, em atividade, mais alguns dias. Veio, então, a triste notícia: "Lázaro, nosso amigo, dorme, vou despertá-lo do sono" disse Jesus. Os discípulos só entenderam que Lázaro havia morrido após a explicação clara de Jesus: "Lázaro morreu, mas me alegro por vossa causa por não estar presente, a fim de que acrediteis. Vamos vê-lo!" (Jo 11,14).

Quatro dias após o sepultamento, Jesus chegou. Marta chamou sua irmã Maria, e junto com Cristo foram ao sepulcro. As duas irmãs choraram e os amigos que estavam presentes se comoveram. O próprio Jesus também chorou. "Vejam quanto o amava", exclamaram os judeus que notaram o rosto de Jesus com lágrimas. Então, Jesus mandou abrir o sepulcro, entrou nele e, vendo Lázaro enfaixado, ordenou que ele saísse e andasse. Jesus tinha nas palavras a autoridade sobre a vida e a morte. E Lázaro viveu novamente. Alguns dias depois, Lázaro e suas irmãs ofereceram um banquete em agradecimento a Jesus pelo milagre realizado.

Depois desse evento, as Sagradas Escrituras não citam mais os três irmãos. A ressurreição de Lázaro assumiu valor simbólico e profético como prefiguração da ressurreição de Cristo. A casa de Betânia e o túmulo de Lázaro se tornaram as primeiras metas das peregrinações dos cristãos. Este santo é o único a ter o privilégio de ocupar dois túmulos, porque morreu duas vezes.

Embora uma antiga tradição Oriental diga que Lázaro foi bispo e mártir na ilha de Chipre e outra que ele teria viajado para a França e se tornado o primeiro bispo de Marselha, o certo é que Lázaro encerrou sua vida, santamente, como "amigo de Jesus" e, assim, merecedor de nossa veneração. A Igreja escolheu o dia 17 de dezembro para seu culto.

Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Santa Luzia - 13 de Dezembro

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HISTÓRIA DA SANTA LUZIA
Santa Luzia nasceu por volta do ano 280 d.C. em Siracusa na Itália, sendo filha de pais nobres.

Perdeu o pai ainda bem pequena, foi criada pela mãe Eutichia e através desta conheceu o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e a verdade cristã.

Decidia pela consagração fez votos perpétuos de castidade.

Eutichia começou a sofrer de grave enfermidade hemorrágica e Luzia sugeriu à mãe que visitassem o túmulo de Santa Ágata, muito venerada à época, na cidade de Catânia, por acreditar que obteriam o milagre da cura.


No local, Luzia pediu à mãe que suplicasse a intercessão da Santa junto a Jesus pelo milagre desejado.

Santa Luzia teve então uma visão de Santa Ágata dizendo-lhe que ela mesma já tinha conseguido, com sua fé, a cura de Eutichia.

Imediatamente Luzia orou ao amor de Jesus e sua mãe estava livre da doença.

Voltando a sua cidade doaram todos os seus bens e riquezas aos pobres.

Um jovem, enamorado de Luzia e com raiva pelos votos de dedicação ao cristianismo e um suposto acordo familiar de casamento desfeito, denunciou a santa às autoridades locais, que a mando dos romanos perseguiam e prendiam os seguidores de Cristo.

Luzia foi presa e em não abdicando de sua fé e de seu amor a Jesus, foi condenada a morte.

Conta a tradição que foi também dito que antes da morte a levassem a pior parte da cidade para que fosse prostituída, mas nem os soldados mais fortes conseguiram retirá-la do lugar, firme e imóvel como uma coluna, pois Deus não permitiria tal tortura e que quebrasse seus votos a Ele dedicados.

Outra história conhecida é a de que teve seus lindos olhos retirados como terrível castigo, mas qual não foi a surpresa que no dia seguinte Luzia tinha novamente seus olhos intactos restituídos pelo amor de Deus, como se nunca os tivessem tirado.

Que nossa querida Santa Luzia nos ajude a ver com os olhos da alma e do coração o amor de Jesus Cristo, que tenhamos também um olhar puro e caridoso para com os mais necessitados e, principalmente, que possamos transmitir este mesmo olhar ao próximo, revelando e praticando o mandamento de Nosso Senhor: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!

fonte: http://www.santaluziapoa.org.br/HSta_Luzia.aspx

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Nossa Senhora Desatadora dos Nós - 12 de Dezembro

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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS
O título de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, surgiu em 1700, com uma pintura do artista alemão Johann Schmidtner. A pintura, de 1,10 metros de largura por 1,82 metros de altura, encontra-se na capela de St. Peter am Perlach, em Augsburgo na Alemanha.

O artista, ao criar este painel, inspirou-se em Ap 12,1: "Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol (Mãe de Deus), a lua debaixo de seus pés (Imaculada Conceição), e na cabeça uma coroa de doze estrelas (Mãe da Igreja)"; e na frase de Santo Irineu: "Eva, por sua desobediência, atou o nó da desgraça para o gênero humano; Maria por sua obediência, o desatou".

Sobre a Virgem o Espírito Santo derrama suas luzes. Um dos anjos entrega a Maria uma fita com nós grandes e pequenos, separados e juntos, apertados e frouxos, que simboliza a nossa culpa original. Um outro anjo recebe das mãos de Maria a fita que cai livremente com os nós desfeitos. Significa uma vida mergulhada em Deus e na sua misericórdia e o poder libertador das mãos de Maria.

Na parte inferior do quadro, percebe-se uma área escura, simbolizando as sombras que dominam a terra. Nessa escuridão, vê-se um homem sendo guiado por um anjo até o topo da montanha. Na interpretação de muitas pessoas, trata-se do arcanjo Rafael, que acompanha Tobias e o ajuda a encontrar Sara, sua esposa, escolhida por Deus.

O Santuário Nacional de Maria Desatadora dos Nós, fica localizado na cidade de Campinas, São Paulo.

fonte: http://www.mariadesatadoradosnos.com.br