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HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BOSCO (DOM BOSCO)
Giovanni Melchior Bosco nasceu em 16 de agosto de 1815 em Becchi, perto de Turim, norte da Itália. Ficou órfão de pai aos 2 anos de idade. Margarida, sua mãe, ensinou-lhe a ver Deus em tudo, principalmente no rosto dos mais pobres.
Aos 9 anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Um senhor majestoso e uma nobre senhora dão a dica: "Torna-te forte, humilde e robusto. A seu tempo, tudo compreenderás. Aprende com os saltimbancos dos circos ambulantes, dá espetáculo para seus colegas, conta-lhes histórias e conquista-lhes o coração. Leva todo mundo para a Igreja".
Seu irmão Antônio, que não gostava dele, não o deixa estudar. Assim, saiu de casa com 12 anos de idade. Cuidava de bois na fazenda dos Moglia e estudava debaixo das árvores. Voltou para casa apenas quando Antônio se casou.
Entrou no seminário de Chieri. Inteligente e dedicado, aprendeu ofícios de alfaiate, ferreiro, encadernador, tipógrafo e outros.
Em 5 de junho de 1841, foi ordenado sacerdote em meio à revolução industrial. Logo iniciou sua obra de educação de crianças, por influência de São José Cafasso. Dedicou-se aos jovens abandonados da cidade de Turim, "produtos da era da industrialização", que então começava. A realidade era dura para aqueles que haviam deixado o campo em direção à cidade.
O que mais chocava Dom Bosco eram as cadeias cheias de jovens. Essa realidade o impressionava tanto que decidiu impedir que meninos tão jovens acabassem na cadeia. Os párocos de Turim sentiam o problema, mas esperavam que os garotos os procurassem na sacristia. Dom Bosco foi ao encontro deles na rua, nos botequins onde trabalhavam.
Em 1841, começou o Oratório de Dom Bosco, com Bartolomeu Garelli, um oratório diferente dos outros. Em questão de meses, o oratório tinha 80 jovens. Em 1847, Dom Bosco sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola.
Em 1853, Dom Bosco começou as escolas profissionais. Neste meio, estão presentes as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, respostas às necessidades da época. Para mestres destas oficinas, Dom Bosco inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.
O internato do Oratório de Valdocco cresceu. Em 1861, eram 800 meninos. Mamãe Margarida vendia objetos de estimação para arranjar dinheiro. Alimentar e educar aqueles meninos custava muito. Em 1859, Dom Bosco reuniu o primeiro grupo de jovens educadores no Oratório. Este grupo deu origem à Congregação Salesiana.
Dom Bosco, santo de ações rápidas, não esperava pelo amanhã, começava logo. Naqueles tempos de fome e miséria não se podia esperar muito. Dom Bosco e os salesianos sabiam que "era preciso ensinar a pescar em vez de dar o peixe". Sabiam também que, em muitos casos, era preciso dar o peixe para que o garoto tivesse condições de aprender a pescar.
Nos anos seguintes, Dom Bosco fundou e organizou a Congregação Salesiana, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou 59 casas salesianas em 6 países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples. Sobretudo, viveu o modo evangélico de educar através da Razão, Religião e Carinho, que passa à história como referencial pedagógico denominado Sistema Preventivo.
A alguém que lhe lembra tudo o que fez, responde: Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez.
Morreu em 31 de janeiro de 1888, deixando esta recomendação: Amem-se como irmãos. Façam o bem a todos e o mal a ninguém. Digam a meus jovens que os espero no paraíso. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934.
Quando da morte de Dom Bosco, haviam 14 escolas profissionais espalhadas pela Itália, França, Espanha e Argentina. Chegaram a 200 em todo o mundo.
fonte: http://www.saojoaobosco.com.br/link.aspx?id=51
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HISTÓRIA DE SÃO SEBASTIÃO
São Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que, por sua fé em Jesus, foi martirizado.
Nasceu no final do século III e desde muito pequeno seus pais mudaram para Milão onde cresceu e foi educado. Seu pai era militar e nobre. Ele quis seguir a carreira do pai, chegando a ser Capitão da Primeira Corte de Guarda Pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e corretas. Sua dedicação à carreira valeu elogios de seus companheiros e principalmente do imperador Maximiliano. Ele ignorava que Sebastião era um cristão de coração e, ainda que cumprisse as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos atos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados. Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.
Enquanto Maximiliano empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Maximiliano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos. Maximiliano, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem da maneira mais desumana. Ordenou que seus melhores arqueiros o flechassem.
Tal ordem foi imediatamente cumprida: Os arqueiros o desnudaram, levaram-no ao estádio de Palatino, o ataram a um poste e lançaram nele uma chuva de flechas e o abandonaram para sangrar até a morte. Irene, uma mulher cristã que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos foi ao local onde ele estava e com assombro comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. O desamarraram e Irene o escondeu em sua própria casa, curando as suas feridas. Passado um tempo, já curado, quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiliano, o qual ficou assombrado.
Maximiliano não deu ouvidos aos pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir aos cristãos e ordenou a seus soldados que o açoitassem até a morte. Após sua morte, foi enterrado em um cemitério subterrâneo sob a Via Apia. Mais tarde a Igreja construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra ao santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião. Protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra. Seu dia é celebrado em 20 de janeiro.
fonte: http://www.saosebastiao.iparoquia.com/
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HISTÓRIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE MARIA
A devoção ao Coração de Maria é análoga ao Sagrado Coração de Jesus. Consiste na veneração ao seu coração carnal, unido à pessoa dela, como símbolo do amor, especialmente o seu amor para com o Divino Filho, suas virtudes e sua vida interior.
Esta devoção foi incentivada por São João Eudes, no século XVII e o Papa Pio VII, a permissão para festa no ano de 1805. Motivado pelas aparições em Fátima, o Papa Pio XII, em 31 de outubro de 1942 consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria e em 4 de maio de 1944 determinou que a sua festa fosse celebrada em todas as Igrejas do Ocidente, no oitavo dia da Assunção.
O Papel de Maria é universal e Ela é a Mãe da Igreja, como nos fala a Constituição Dogmática "Lumen Gentium". E ainda: "Enquanto na Beatíssima Virgem a Igreja já atingiu a perfeição, pela qual existe sem mácula e sem ruga (Ef 5,27), os cristãos ainda se esforçam para crescer em santidade vencendo o pecado.
Por isso eleva seus olhos a Maria que refulge para toda a comunidade dos eleitos como exemplo de virtudes. Piedosamente nela meditando e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, a Igreja penetra com reverência mais profunda no sublime mistério da Encarnação, assemelhando-se mais e mais ao Esposo"(LG 155/65).
fonte: http://www.paroquiacoracaodemaria.com.br/paginas.php?chave=historia
Práticas e espiritualidade
Na história da piedade mariana a devoção ao Coração de Maria suscitou algumas características práticas de piedade, e, sobretudo, uma espiritualidade tanto de caráter ascético de forte purificação, quanto de elevação mística muito acentuada. O costume de dedicar o sábado à Virgem, que remonta à época de Alcuíno, tornou-se hoje a prática do "primeiro sábado do mês" consagrado ao Coração de Maria, talvez por analogia com a prática das "primeiras sexta-feiras" dedicadas ao Coração de Jesus. A prática dos primeiros sábados assume seu cunho definitivo com as revelações da Virgem, que a fixam em "cinco primeiros sábados" e a animam com a grande promessa do Coração de Maria. Eis a promessa: "Olha, minha filha, o meu coração circundado de espinhos, que os homens ingratos me enfiam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, faze algo para consolar-me; e transmite o seguinte: "A todos os que, durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, receberem a santa comunhão, recitarem um rosário e me fizerem companhia durante quinze minutos, mediando sobre os quinze mistérios do rosário, com o objetivo de reparar as ofensas que me são feitas, eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a sua salvação".
A devoção ao Coração de Maria sempre foi, durante toda a sua história, fonte inesgotável de vida interior para as almas marianas. Depois, o humanismo devoto de São Francisco de Sales, faz o coração da virgem Maria o lugar de encontro das almas com o Espírito Santo. Se entendermos o termo "coração" em toda a sua riqueza semântica, semita e cristã, pela qual ele designa o "ponto de referência", o lugar em que se concentra a sua essência e de onde partem as suas palavras e as suas ações e, com este sentido, aplicarmos o termo à Virgem, veremos que a imagem por ele evocada é sinal sagrado da pessoa e das ações da própria virgem.
Convém insistir na sacramentalidade do "coração": é um órgão escondido, que não obstante se manifesta: não o vemos, mas percebemos as suas "ações" é uma realidade vital, mas que remete à realidade mais elevadas, humanas e sobrenaturais.
A devoção ao Coração de Maria não pode reduzir-se à contemplação do "sinal do coração", como às vezes aconteceu em épocas de gosto decadente. Ela deve abranger toda a realidade de Maria, considerada como mistério de graça, o amor e o dom total que ela fez de si a Deus e aos homens.
Origem histórica da festa De fato, quem promoveu a celebração litúrgica do Coração de Maria foi São João Eudes (1601-1680), conforme explícitas declarações de Leão XIII (1903) e de Pio X (1909), que o chamam "pai, doutor e primeiro apóstolo" da devoção e particularmente do culto litúrgico aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, a que o santo quis que fossem consagrados de modo especial os religiosos da sua congregação. A 31 de outubro de 1942 (e depois, solenemente, a 8 de dezembro na basílica vaticana), no 25º aniversário das aparições de Fátima, Pio XII consagrava a Igreja e o gênero humano ao Coração Imaculado de Maria: como recordação perene de tal ato, a 4 de março de 1944, com o decreto "Cultus liturgicus", o papa estendia à toda a igreja latina a festa litúrgica do Coração Imaculado de Maria, designando-lhe como dia próprio 22 de agosto - oitava da Assunção - e elevando a rito duplo de segunda classe. O atual calendário reduziu a celebração à memória facultativa e quis encontrar para ele um lugar mais adequado colocando-a no dia seguinte à solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus.
CONTEÚDOS DOS TEXTOS LITÚRGICOS
Essa aproximação das duas festas (Sacratíssimo Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria) nos faz voltar à origem histórica da devoção: na verdade, São João Eudes, nos seus escritos, jamais separa os dois corações. Aliás, durante nove meses a vida do Filho de Deus feito carne pulsou seguindo o mesmo ritmo da vida do coração de Maria. Mas os textos próprios da missa do dia destacam mais a beleza espiritual do coração da primeira discípula de Cristo.
Ela, na verdade, trouxe Jesus mais no coração do que no ventre; gerou-o mais com a fé do que com a carne! De acordo com textos bíblicos, Maria escutava e meditava no seu coração a palavra do Senhor, que era para ela como um pão que nutria o íntimo, como que uma água borbulhante que irriga um terreno fecundo. Neste contexto, aparece a fase dinâmica da fé de Maria: recordar para aprofundar, confrontar para encarnar, refletir para atualizar.
Maria nos ensina como hospedar Deus, como nutrir-nos com o seu Verbo, como viver tentando saciar a fome e a sede que temos dele. Maria tornou-se, assim, o protótipo dos que escutam a palavra de Deus e dela fazem o seu tesouro; o modelo perfeito dos que na Igreja devem descobrir, por meio de meditação profunda, o hoje desta mensagem divina. Imitar Maria nesta sua atitude quer dizer permanecer sempre atentos aos sinais do tempos, isto é, ao que de estranho e de novo Deus vai realizando na história por trás das aparências da normalidade; em uma palavra, quer dizer refletir, com o coração de Maria, sobre os acontecimentos da vida quotidiana, destes tirando, como ela o fazia, conclusões de fé.
fonte: Dicionário de Mariologia, 1995 - Editora Paulus
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HISTÓRIA DA SAGRADA FAMÍLIA
Após o Natal, a Igreja põe, diante de nossos olhos, para serem contemplados em detalhes, os diversos quadros que se sucederam ao grande acontecimento. Chama à atenção, de modo especial, a realidade da família, a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. Deus, que é Todo-Poderoso, poderia inventar outras formas para Seu Filho vir ao mundo e salvá-lo, mas quis que tudo acontecesse pelo meio mais comum, ou seja, uma família humana, com tudo o que isso significa: casa, trabalho, afeto, dificuldades mil, enfermidades, vizinhança, envolvimento com a sociedade e daí por diante.
No entanto, esta família foi pensada justamente no céu, no seio da Trindade, para ser um de seus mais lindos reflexos aqui na terra. Ela é “sagrada”. Tudo o que faz parte do plano de Deus tem esta sacralidade característica. O sagrado é “separado” do resto e preservado pelo seu imenso valor, enquanto portador de tesouros destinados ao bem de todos os filhos do Senhor. Nunca o sagrado seja visto pelos cristãos como ameaça ou proibição, mas sempre como ideal a ser acolhido e alcançado, para que não falte a graça de Deus.
Sagrada é aquela família pela presença de Maria, Virgem e Mãe, Escrava do Senhor, a qual se deixou revestir da Palavra de Deus, pronta a servir e amar, discípula de seu próprio Filho, esposa, mãe e viúva, mulher forte como a vemos aos pés da cruz, mulher da prece e do louvor no testemunho do Magnificat. Sagrada é a família, porque é conduzida por José, homem elogiado por uma expressão riquíssima de significado na Escritura: “justo”, o oposto do ímpio. Nenhuma palavra sua foi registrada na Bíblia, mas o que ele fez, as sábias decisões tomadas para ser fiel a Deus, tudo resume a altura a que chegou aquele carpinteiro de Nazaré.
Sagrada Família, porque sua razão de ser era o acolhimento do Messias Salvador, Jesus Cristo, Filho de Deus, chamado Filho do Homem! Sagrada Família, porque tabernáculo protetor da presença de “Deus conosco – o Emanuel”.
Fonte: http://formacao.cancaonova.com/familia/sagrada-familia-de-nazare/
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HISTÓRIA DE SANTO ESTEVÃO
Santo Estêvão, a quem a Sagrada Escritura chama de "homem cheio de fé e de Espírito Santo", foi o primeiro que teve a sorte de derramar seu sangue em testemunho da fé em Jesus Cristo. Esta circunstância fez com que fosse honrado com o título de protomártir.
Estêvão era judeu da diáspora e morava em Jerusalém. Fazia parte dos sete diáconos que haviam sido encarregados pelos Apóstolos de assistirem os necessitados da comunidade. Seu nome em grego significa "coroa", e evoca a idéia de martírio, porque nos séculos a seguir a coroa foi símbolo do martírio. Sua paixão é de fundamental importância porque não tem nada de fabuloso ou lendário.
A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, pôs tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para o seu sustento. Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos. Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova.
Estes mesmos fatos são descritos com fidelidade histórica pelo livro inspirado, os Atos dos Apóstolos, que é a primeira história da Igreja. Este mesmo livro nos narra a eleição de Estêvão ao número dos diáconos, com estas palavras: "Como aumentasse o número dos discípulos de Cristo, surgiram murmurações entre os de origem hebraica e os gregos, porque no serviço cotidiano eram esquecidas as suas viúvas. Os apóstolos, então, convocaram a assembléia dos cristãos e disseram: 'Não nos convém abandonar a Palavra de Deus para servir à mesa. Procurai, antes, entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, repletos de Espírito Santo e sabedoria, e nós os colocaremos na direção deste ofício. Quanto a nós, permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da palavra'. A proposta agradou a toda a assembléia e foram escolhidos: Estêvão, homem cheio de fé e de Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau. Eles foram apresentados aos apóstolos e, depois de terem orado, impuseram-lhes as mãos" (At 6, 1-6).
Logo em seguida, o escritor sacro diz que Estêvão, cheio de graça e de força, operava grandes prodígios e sinais entre o povo. Vieram então alguns da sinagoga chamados libertos, dos cirenenses e alexandrinos, e puseram-se a discutir com Estêvão. Mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Pelo que subornaram homens que atestassem: "Ouvimo-lo pronunciar blasfêmias contra Moisés e contra Deus". Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas e, chegando de improviso, arrebataram-no e levaram-no à presença do Sinédrio. Lá prepararam falsas testemunhas que depuseram: "Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a Lei. Ouvimo-lo dizer que Jesus Nazareno destruiria este lugar e modificaria as tradições que Moisés nos legou". Ora, todos os membros do Sinédrio estavam com os olhos fixos nele e viram-lhe o rosto semelhante ao de um anjo.
Como pretexto de sua autodefesa, em discurso longo e enérgico, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiramente resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter blasfemado nem contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem contra o Templo. Demonstrou de fato que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus. Em seguida verberou a incredulidade dos judeus, que chamou de homens de dura cerviz e de corações e ouvidos incircuncisos, e que sempre resistiram à voz do Espírito Santo. Terminou elevando os olhos para o alto a afirmando: "Eis que estou vendo os céus abertos, e o Filho do Homem sentado à direita de Deus" (At 7, 56). Então os acusadores, levantando um grande clamor, arremeteram unanimemente, com fúria, contra Estêvão e o apedrejaram. O livro sagrado anota que estava presente ao crime também Saulo, o futuro Paulo, apóstolo dos gentios.
As últimas palavras do mártir Estêvão, durante o martírio, foram: "Senhor Jesus Cristo, recebe o meu Espírito". E, com os joelhos dobrados debaixo de uma chuva de pedras, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a cruz: "Senhor, não lhes imputes este pecado." Tendo dito isso, adormeceu no Senhor. Alguns cristãos piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por causa dele.
Os Santos Padres tecem grandes elogios a Santo Estêvão, pondo em relevo sua pureza, zelo apostólico, firmeza e constância. Antes de tudo, porém, lhe enaltecem o amor ao próximo, verdadeiramente heróico, que o levou a rezar pelos próprios assassinos. Esta oração, com certeza, mereceu a conversão de São Paulo.
A festa de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja, foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal, mesmo sabendo que ele tenha sofrido o martírio no dia 3 de agosto, data em que é comemorada a descoberta de suas relíquias. Convinha que a festa da natividade de Cristo fosse seguida pela festa natalícia de Santo Estêvão, que foi o primeiro a sofrer o martírio por Cristo, portanto o primeiro a nascer no céu: "Ontem Cristo nasceu na terra, para que hoje Estêvão nascesse no céu".
Palavras de Santo Agostinho: "Em Estêvão brilhou a beleza do corpo, a formosura da idade, a eloqüência do discurso, a sabedoria da mente santíssima e a obra da divindade".
Diz também: "Forte coluna de Deus, quando mantido entre as mãos dos lapidadores como se estivesse entre tenazes, consolidava-se ainda mais, ardendo de fé. Foi ferido e arremessado, acorrentado e oprimido, morto mas não vencido".
E ainda disse: "Preste atenção em Estêvão, que era homem como você, pecador como você, redimido da mesma forma que você, e como diácono lia no Evangelho a mesma passagem que você lê ou escuta, e na qual está escrito 'amem seus inimigos'. Ele aprendeu isso lendo, e realizou obedecendo."
Fonte: http://www.paroquiasantoestevao.org.br/cont.php?cat=7
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HISTÓRIA SANTA FRANCISCA XAVIER CABRINI (MADRE CABRINI)
Nasceu no dia 15 de julho de 1850 em Santo Angelo Lodigiano, Itália, e foi a última de uma família de treze irmãos. Seu nome de batismo era Maria Francisca.
Quando pequena, Chiquinha (como era conhecida) gostava de brincar de barquinhos e de colher violetas. Quando adolescente, era franzina e muito tímida.
Mais tarde disse: " Quem diria que eu fui por tanto tempo tão tímida?
Não ousava levantar os olhos, por medo de faltar de modéstia. - Chegou o dia, porém em que compreendi que , na verdade, devia tê-los bem aberto para o bem do Instituto. E nada mais pôde me intimidar."
Parece que o destino de Madre Cabrini era mesmo as viagens, pois ela gostava de Geografia e vivia debruçada nos Atlas.
Em 1880, com outras sete mulheres, fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus. Era um sonho de Madre Cabrini ir para a China, mas teve de atender ao apelo do papa Leão XIII quando ele lhe disse: "Não ao Oriente, mas sim ao Ocidente." E lá foi Madre Cabrini para os Estados Unidos auxiliar os Imigrantes italianos.
Em março de 1889, ela chegou aos Estados Unidos com a tarefa de ajudar os imigrantes italianos. Como uma pessoa que pensava muito nas crianças ela já pensava em montar um orfanato. Em março de 1889 ela já tinha o terreno que queria. Apesar de toda fragilidade e saúde precária, nos próximos 28 anos ela viajou pelos Estados Unidos fundando escolas, orfanatos e hospitais. Nada a fazia parar. No dia 11 de junho de 1894, numa audiência com o Papa ela recebeu a aprovação para uma expedição que desejava fazer para o Brasil. Em 1896 ela montou um colégio em Lima (no Peru). Na mesma ocasião esteve no Equador e na Argentina.
Em 1899 dedicou-se à educação dos imigrantes italianos e fundou mais duas escolas em Nova Iorque. Em setembro de 1889 foi para a Espanha.
Mas a Espanha foi só sofrimento. As irmãs passaram fome por causa da situação política que culminou com uma revolução que destruiu suas obras.
Em 1900 ela retornou à Argentina e apesar de muito debilitada abre o Colégio Internacional de Rosário. Debilitada pela constante febre, se vê obrigada a retornar à Itália. nomeia as irmãs responsáveis pela continuação de suas obras. Era o ano de 1902. E quando todos pensavam que era o fim, ela se recuperou da febre para continuar o seu trabalho. Visitou uma a uma de suas obras na Italia, França e Espanha. Quanta força ela tinha.
Em New Orleans, verão de 1905, uma epidemia de febre amarela matou muita gente. E as irmãs de Madre Cabrini permaneceram firmes porque sabiam que o povo precisava delas.
Madre Cabrini com 57 anos e com a saúde debilitada não se deu por vencida e voltou a viajar. Ao invés de ficar na Itália, resolveu vir ao Brasil. Aqui já havia uma casa que tinha sido aberta por um grupo de irmãs da Argentina.
No ano de 1908 ela enfrentava uma epidemia e uma perseguição no Rio de Janeiro. Não se deixou abater e ainda teve forças para procurar um terreno na Tijuca para abrir um colégio.
Depois de um ano no Rio de Janeiro, Madre Cabrini volta aos Estados Unidos para percorrer suas obras. Vai para a Italia e o Papa Pio X, com um decreto de 16 de julho de 1910, confirma Madre Cabrini como Superiora Geral vitalícia.
Em dezembro de 1911, com as poucas forças que lhe restam, resolve voltar aos Estados Unidos, onde ainda tem forças para reerguer o Hospital Columbus de Nova Iorque. Amplia e constrói escolas e orfanatos.
Em 22 de dezembro de 1917, Madre Cabrini falece na cidade de Chicago.
Em 1931, seu corpo foi exumado e estava parcialmente incorrupto. Ele está agora preservado no altar do Santuário de Santa Francisca Cabrini, parte da Escola Madre Cabrini, em Manhattan. Foi beatificada em 13 de novembro de 1938 e canonizada em 7 de julho de 1946 pelo papa Pio XII. Por conta do enorme aumento no número de peregrinos que iam até a sua sala no Hospital Columbus, em Chicago, o cardeal Stritch consagrou um Santuário Nacional em honra à santa no complexo do hospital. Ele foi dedicado em 1955, 38 anos após a morte da santa. Este santuário tem a missão especial de fomentar a devoção à primeira santa norte-americana.
O templo estava no centro do hospital, que estava localizado em Lincoln Park, em Chicago. Em 2002, o hospital fechou e logo foi demolido, mas o santuário e a sala de Madre Cabrini foram preservados, porém fechados ao público. A reabertura estava prevista para 2012 e ele funcionará como um centro de oração, devoção, peregrinação e cuidado espiritual. Ele foi decorado com mosaicos dourados, mármore de Carrara, afrescos e vidro colorido florentino. Como parte do plano de restauração, ele também será circundado por um condomínio.
O milagre que fundamentou sua beatificação foi a restauração da visão à uma criança que havia sido cegada por um excesso de nitrato de prata nos olhos. O milagre de sua canonização foi a cura de uma freira, doente terminal.
A Primeira Igreja a ser Fundada no Brasil para Santa Madre Cabrini localiza-se em São Carlos-SP
fontes: http://www.cjsantacabrini.com e http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisca_Xavier_Cabrini
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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DO BOM PARTO
É importante que se relacione o título dessa devoção com o nascimento de Jesus. Maria, uma mulher normal, deu à luz um filho, que todos conhecemos como o Filho de Deus, Jesus de Nazaré, o Salvador da humanidade (cf. Lc 2, 1-7).
Como se iniciou esta devoção? Pe. Arlindo Rubert, em seu livro “Os trinta títulos de Nossa Senhora”, assim relata:
Muitas mães aflitas, principalmente outrora quando não havia recursos médicos, ao chegarem à sua hora tinham momentos de angústia e recorriam confiantes àquela que em milagroso parto dera com felicidade à luz o Salvador do mundo. Sabe-se que, pelo menos a partir do século XVII, no Brasil, se honrava a Virgem Maria por ocasião da preparação da festa do Natal, que era precedida por novena e pregação em honra da expectativa do parto da Virgem Maria. Dizia-se também Nossa Senhora do O: “Ó Sabedoria…; Ó raiz de Jessé…; Ó chave de Davi…”, etc.
Aos poucos, a invocação litúrgica da Expectação do Parto de Nossa Senhora, mudou-se, na hora das mães mais humildes, em Nossa Senhora do Bom Parto, à qual sucediam-se promessas e cumprimentos de votos após partos bem sucedidos, formando-se confrarias e levantando-se igrejas e capelas para honrar a benevolência da Mãe da humanidade.
No Rio de Janeiro, havia a bela igreja de Nossa Senhora do Bom Parto, como havia também em diversas outras cidades e vilas, sendo muito visitadas. Nossa Senhora do Bom Parto também é representada de pé, com o belo Menino nos braços, rodeada de mães grávidas que lhe imploram proteção.
Na Região Episcopal Belém, Arquidiocese de São Paulo, temos a alegria de honrar Maria com este título, através da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, no bairro Tatuapé.
Que ela continue, portanto, sendo a grande protetora das mães parturientes!
(Texto de Irmã Etel Maria Pereira da Costa, Doutora em Mariologia, da Congregação das Irmãs de Maria Menina)
fonte: http://www.paroquiabomparto.org.br