sexta-feira, 31 de março de 2017

São Benedito (Festa de Nascimento) - 31 de Março

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História de São Benedito

A família de Benedito foi levada da Etiópia, África, para a Sicília, Itália, como escravos. O pai foi vendido a um rico fazendeiro. Como todo escravo, adotou sobrenome de seu senhor, Vicente Manassari. Ficou Cristóvão Manassari. A mãe de São Benedito era uma escrava alforriada que pertencera à Casa de Larcan - ou Lanza que é uma variante de Larcan. Chamava-se Diana de Larcan. O casal, Cristóvão e Diana, era muito fiel à igreja. Os dois viviam para o trabalho e para Deus. Pela sua honestidade, Cristóvão foi nomeado chefe dos trabalhadores da Casa Manassari. Com licença do patrão socorria os pobres que ali buscavam socorro para sua miséria. Até que um dia, invejosos foram até o patrão e caluniaram o bom e honesto Cristóvão. O bom homem foi, injustamente, deposto de seu cargo.

A justiça divina não se fez esperar. O patrão descobriu que as esmolas oferecidas aos pobres por Cristóvão, em vez de diminuírem, só faziam seus bens aumentarem. Chamou-o de volta ao cargo e lhe deu mais poderes do que antes. Deus sempre é fiel aos que vivem a verdade e praticam a justiça.

Logo após o casamento, Cristóvão e Diana resolveram que não teriam filhos escravos. O patrão Manassari lhes prometeu dar liberdade a todos os filhos que eles porventura tivessem. No ano de 1524 ou 1526 para alguns, nasceu o primogênito do casal Cristóvão e Diana e que, ao ser batizado recebeu o nome de Benedito, que quer dizer abençoado. Outros filhos vieram: um menino que recebeu o nome de Marcos e duas meninas chamadas Baldassa e Fradella. Uma sobrinha de Benedito também seguiu a ordem religiosa e recebeu hábito das mãos do seu tio, que na época já era religioso consagrado. O pequeno Benedito cresceu ouvindo os pais falarem de Deus, da Eucaristia, e de Maria. Frequentava a igreja sempre acompanhado pelos pais piedosos e exemplos de vida cristã.

Benedito viveu sua infância e juventude com os meninos e jovens pobres de sua época. E como muitos meninos e jovens de hoje: longe da escola e perto das ovelhas e arados. Como pastor, o pequeno Benedito ficava o dia todo fora de casa, e junto ao rebanho de Cristóvão Manassari, o patrão de seu pai. Era a oportunidade para ele ficar em contínuo contato com Deus, através da oração. Sua voz se misturava aos balidos das ovelhas. Quando jovem, Benedito trocou as ovelhas pelo arado. Lavrando a terra, jão não ficava sozinho. Os campanheiros da lavoura não eram tão companheiros assim. Levados pelo eterno preconceito racial, insultavam o moço humilde que, calado, oferecia a Deus o sacrifício das ofensas. Um dia, entre os insultos dos preconceituosos, uma voz enérgica se fez ouvir:

- Há! Hoje zombais deste pobre negro. Mas, logo, vereis a sua fama correr no mundo. Era Frei Jerônimo Lanza, um eremita. Voltando-se para o patrão de São Benedito disselhe: Eu vos recomendo muito este moço porque logo virá ele em minha companhia e há de tornar-se um santo religioso. E a profecia de Frei Jerônimo se cumpriu. Benedito tornou-se um dos irmãos eremitas de São Francisco.
O Cozinheiro Milagroso

Benedito se sentia muito feliz no convento de Santa Maria de Jesus, mas o voto de obediência o levou para longe dali. Foi transferido para o Convento de Sant´Ana de Giuliana, onde ficou três anos. Sempre levado pela obediência aos superiores, voltou para o Convento de Santa Maria de Jesus. Ali permaneceu até a Morte.

O primeiro trabalho que Benedito recebeu do superior foi o de cozinheiro. E sua cozinha se transformou num santuário de oração. Seguindo as prescrições da Ordem, os frades se reuniam, de tempo em tempo, para tomarem importantes decisões. A essas reuniões se dão, até hoje, o nome de Capítulo. Estavam os frades reunidos em Capítulo, quando Benedito e seus auxíliares perceberam que ia faltar comida para tantos frades. E que o rigor do inverno não permitiram que saíssem do convento, esmolando. O que faz Benedito? Chamou seus auxiliares e, como nas bodas de caná, ordenoulhes:

- Encham de água as vasilhas.
- Água? Precisamos de alimento e não de água...
- Vamos - diz o santo - Encham as talhas com água e
tampe-as com pedaço de tábua.

Os frades obedeceram. Benedito se recolheu em oração. Reza a noite toda.

Na manhã seguinte, chama seus companheiros e, juntos vão destampar as talhas.

- Milagre gritam os frades.

Peixes graúdos nadavam nas vasilhas, abençoadas por Benedito.

Outros milagres ali aconteceram: carnes milagrosamente preparadas; transporte suave de toras pesadíssimas. Até que um dia, os anjos descem para ajudar o Santo Cozinheiro.
Benedito morre com Sessenta e Cinco anos

A vida de penitência e jejuns que levou, nos quarenta e quatro anos passados em conventos, foi, aos poucos, tornando-o cada vez mais frágil. Afinal, passou a vida toda reservando para si pouco tempo para descanço e muito para o trabalho.

No começo do ano de 1589, o médico do convento, Doutor Domênico Rubiano, foi chamado para atender a Benedito. Este médico, que muitas vezes pedira a Deus a honra de poder assistir à morte do santo, ficou triste e preocupado ao constatar que o caso era grave. Benedito vendo a preocupação do amigo médico, quis tranquilizá-lo:

- Não se preocupe Doutor Domênico. Ainda não será desta vez que Deus vira me buscar.

De fato, poucos dias depois, O Santo Mouro, como era chamado, já estava desempenhando suas tarefas de religioso conventual. A recaída não tardou. Depois de um mês de sofrimento, Benedito pediu os últimos sacramentos. Recebeu-os com extrema piedade. Pediu perdão aos confrades que rodeavam a sua cama. Um dos frades, vendo-o imóvel, quis colocar a vela mortuária em suas mãos. O santo ainda brincou:

- Ainda não chegou a minha hora. Quando a irmã morte estiver aqui, eu lhe aviso...

Pouco depois seus rosto se transfigurou e pediu:

- Providenciem cadeiras para Santa Úrsula e suas virgens companheiras.
- Mas não estamos vendo ninguém. Como resposta, um suave perfume invadiu todas as dependências do convento.
Meu irmão, pode acender a vela. Chegou minha hora. Como a vela mortuária em uma das mãos e a outra sobre o peito, exclamou:
- Jesus, Jesus! Doce Maria, minha mãe! Meu Pai, São Francisco...

Com o rosto iluminado, entregou a sua alma ao Criador. Era 4 de Abril de 1589, Terça feira de Páscoa.

fonte: Irmandade de São Benedito http://www.conisb.com.br/saobenedito.php


sábado, 25 de março de 2017

Nossa Senhora do Sim - 25 de Março

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Nossa Senhora do Sim

Nossa Senhora do Sim é venerada na Paróquia do Divino Espírito Santo, no bairro Bela Vista, na cidade de São Paulo. Sua festa ocorre no dia 25 de março.

Segundo informações colhidas no site da citada paróquia paulistana, trata-se de uma devoção recente, propagada pelo jesuíta italiano Pe. Rotondi, fundador do movimento "Oásis".

Este título celebra o momento em que a jovem de Nazaré, numa atitude de entrega e submissão, deu seu "sim" generoso a Deus, que a escolheu para ser a Mãe do Redentor.

Nossa Senhora do Sim é a mesma Virgem do "Fiat", a Serva do Senhor.

Paróquia Divino Espírito Santo - Rua Frei Caneca, 1.047 - Bela Vista - São Paulo - SP

Advento tempo por excelência de Maria, a Virgem da espera:
...Em uma formosa síntese de títulos. I. Calabuig apresenta nestas pinceladas a figura da Virgem do Advento:
- é a "Cheia de graça", a "bendita entre as mulheres", a "Virgem", a "Esposa de Jesus", a "serva do Senhor".
- é a mulher nova, a nova Eva que restabelece e recapitula no desígnio de Deus pela obediência da fé o mistério da salvação.
- é a Filha de Sião, a que representa o Antigo e o Novo Israel.
- é a Virgem do Fiat, a Virgem fecunda. É a Virgem da escuta e acolhe.

Em sua exemplaridade para a Igreja, Maria é plenamente a Virgem do Advento na dupla dimensão que a liturgia tem sempre em sua memória: presença e exemplaridade. Presença litúrgica na palavra e na oração, para uma memória grata dAquela que transformou a espera em presença, a promessa em dom. Memória de exemplaridade para uma Igreja que quer viver como Maria a nova presença de Cristo, com o Advento e o Natal no mundo de hoje.

Na feliz subordinação de Maria a Cristo e na necessária união com o mistério da Igreja, Advento é o tempo da Filha de Sião, Virgem da espera que no "Fiat" antecipa o Marana thá da Esposa; como Mãe do Verbo Encarnado, humanidade cúmplice de Deus, tornou possível seu ingresso definitivo, no mundo e na história do homem.


fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/advento/07.htm

domingo, 19 de março de 2017

São José - 19 de Março

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História de São José

Dia 19 de março, comemoramos o dia de São José, esposo da Santíssima Virgem Maria e patrono da Igreja Universal, que por méritos pessoais tornou-se nosso intercessor junto a Deus, no céu. A história de sua vida, não foi escrita pelos homens, mas pelas suas principais ações, através dos inspirados evangelistas, que são recordadas pelo próprio Espírito Santo.

O que se diz nos evangelhos em relação a José, é tão conhecido que dispensa comentários. De ascendência real, José tem sua genealogia traçada tanto por São Mateus, quanto por São Lucas. José foi o protetor da reputação de Nossa Senhora, sendo necessariamente, como tal, o depositário dos segredos celestiais. Foi também o pai adotivo de Jesus, encarregado de guiar e sustentar a Sagrada Família, sendo ainda num certo sentido, o responsável pela educação daquele que, embora divino, gostava de ser chamado “o filho do homem”. Foi a profissão de José que Jesus aprendeu, foi o modo de falar de José que Jesus assimilou, foi enfim em José que Nossa Senhora mesma parece ter reconhecido todos os direitos de pai, quando pura e simplesmente disse: “Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”.

Nada de admirar que o evangelista adote-lhe a frase, e, ao tratar dos incidentes que acompanharam a apresentação do Menino no templo, diga-nos: “Seu pai e sua mãe admiravam-se das coisas que acerca do Menino diziam”.

Todavia, é positivamente muito restrito o nosso conhecimento sobre a vida de José, devendo ademais ser reconhecida como coisa de nenhum valor a “tradição” entesourada nos evangelhos apócrifos.

Embora São José seja hoje especialmente venerado em orações para pedir a graça de uma feliz morte, este aspecto da devoção que o povo tem ao santo demorou a ser reconhecido.

Segundo os historiadores, o culto a São José se proliferou a partir do século XV, sendo, mais tarde, proclamado patrono da Igreja Universal pelo Papa Pio IX. Ele é o patriarca, o grande pai.   

    A fuga para o Egito e a volta, lembram a história de todo o povo de Israel. Portanto, São José é o amigo dos pobres, dos pequeninos e dos sofredores.

fonte:http://paroquiasaojoselimeira.com.br/site/index.php?secao=conteudo&from=lateral&pagina=Padroeiro&cod=2


sexta-feira, 17 de março de 2017

São Patrício - 17 de Março

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História de São Patrício

São Patrício foi primeiramente um missionário cristão, sendo depois sagrado bispo e santo padroeiro da Irlanda, juntamente com Santa Brígida de Kildare e São Columba.

É considerado o Apóstolo da Irlanda.

Nascido na costa oeste da Grã-Bretanha, a pequena localidade galesa de Banwen é frequentemente referida como seu lugar de nascimento, embora haja muitas hipóteses sobre este facto. Quando tinha dezesseis anos foi capturado e vendido como escravo para a Irlanda, de onde escapou e retornou à casa de sua família seis anos mais tarde. Iniciou então sua vida religiosa e retornou para a ilha de onde tinha fugido para pregar o Evangelho. Converteu centenas de pessoas, muitas delas se tornaram monges. Para explicar como a Santíssima Trindade era três e um ao mesmo tempo utilizava o trevo de três folhas e por isso o mesmo tem papel importante na cultura Irlandesa. Foi incentivador do sacramento da confissão particular, tal como conhecemos hoje, visto que antes o mesmo era realizado de forma comunitária. Um século mais tarde essa prática se propagou para o restante da Europa.

A crença popular atribui a São Patrício o desaparecimento das cobras da ilha onde fica a Irlanda sendo a razão de em algumas gravuras do santo ele aparecer esmagando esses animais com seu cajado. Mas algumas evidências científicas sugerem que a Irlanda Pós-Era Glacial não era habitada por serpentes.

Muito reverenciado nos Estados Unidos devido ao grande número de imigrantes irlandeses. Em Manhattan, Nova Iorque, há uma catedral com o seu nome, sede da arquidiocese da metrópole. No dia 17 de março há diversas comemorações na Irlanda e nos Estados Unidos, conhecidas como paradas de São Patrício, onde ocorrem festejos e desfiles em memória do santo, sendo essa a principal forma de afirmação do orgulho dos imigrantes e descendentes de irlandeses na América.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/São_Patrício


quarta-feira, 15 de março de 2017

São Longuinho - 15 de Março

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História de São Longuinho

Existem pouquíssimos relatos acerca da vida deste Santo. Pelo fato de o nome ser derivado do grego e significar "uma lança", é referido como tendo sido o soldado romano que perfurou Jesus com uma lança (Jo 19,34), ou como o centurião que, na crucificação, reconheceu Cristo como "o Filho de Deus" (Mt 27,54; Mc 15,39; Lc 23,47).
De acordo com os relatos dos Evangelhos, em razão de ao pôr do sol iniciar-se o shabat, para que os corpos dos condenados não profanassem o dia santo, as suas pernas deveriam ser quebradas para assim apressar a morte. Chegando a Jesus, viram que já estava morto, e para comprovar-lhe o óbito, um dos soldados perfurou-lhe o corpo com uma lança. O líquido saído do corpo de Jesus terá respingado nos olhos do soldado, curando-o instantaneamente de uma grave doença ocular. O soldado converteu-se e abandonou o exército romano, transformou-se num monge a percorrer a Cesareia e a Capadócia, na atual Turquia.
São Longino foi preso e torturado por causa de sua fé cristã, teve seus dentes arrancados e a sua língua cortada.

Na tradição popular, é invocado para encontrar objetos perdidos.
Na arte litúrgica, São Longino tem a sua figura representada por um soldado com uma lança apontada para os olhos ou ainda com os braços abertos, segurando uma lança.
Uma relíquia religiosa que se encontra em Viena, na Áustria, é reverenciada como sendo a lança de São Longino.

No Brasil há uma crença popular de que São Longuinho auxilia a encontrar objetos perdidos. É só repetir:
São Longuinho, São Longuinho, se eu achar (nome do objeto perdido) dou três pulinhos.
Quando a pessoa encontra o objeto precisa cumprir a promessa em devoção ao santo.

fonte: wikipedia

terça-feira, 14 de março de 2017

Santo Antônio de Categeró - 14 de Março

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História de Santo Antônio de Categeró

Santo António de Categeró tem sua festa comemorada em 14 de março – previsto no calendário oficial do Vaticano, sendo essa a data de sua morte. Também é comemorado a 8 de janeiro, data em que se batizou (a mesma data atribuída a Jesus) e que ele considerou como seu verdadeiro nascimento. Foi um escravo que se tornou santo. Nasceu na Cirenáica, uma região do norte da África, no fim do século XV. Na terra natal praticou a religião chamada Islamismo, fundada por Maomé.
Depois, capturado como escravo foi levado para a ilha da Sicília, sul da Itália e vendido para um amo cristão. Naquele tempo o escravo era comprado por um valor equivalente ao valor de dois cavalos. Bom e humilde, Antônio era chamado de Tio António. Foi instruído pelos patrões sobre a vida e a missão de Jesus Cristo.
Desse conhecimento de Jesus passou a amar o nosso Salvador e pediu para ser batizado. Tornou-se cristão. Não foi, porém um cristão comum, muito menos, um cristão relaxado. Praticava a lei de Deus com todo o fervor. Amava a Deus, procurando estar sempre com Ele por meio da oração. Procurava conhecer também a palavra de Deus na Bíblia. Orava muito, até durante a noite. Sempre se confessava e recebia Jesus na comunhão. Como a vontade de Deus é amemos também nossos irmãos, ele amava realmente o próximo.
Primeiramente, era muito trabalhador, cumprindo sempre as ordens de seu patrão, que o encarregou de cuidar das ovelhas. Depois, tinha amor pelos pobres. Pedia ao povo da cidade onde morava, a cidade de Noto, esmolas e distribuía pelos pobres, alimento e roupas.Ajudava aos pobres também distribuindo leite e queijo das ovelhas. Uma vez o patrão o proibiu de dar leite e queijo para os pobres. António obedeceu. Então a produção diminuiu bastante. O patrão viu que ia tomar prejuízo.Mandou então que António continuasse a atender os pobres.E as ovelhas continuaram a produzir como antes, para alegria do patrão. Deus deu a António o dom de fazer milagres, de modo especial de curar pessoas. Muitos o procuravam para alcançar a saúde.
António humilde, dizia que ele não passava de um simples escravo do Senhor Jesus, só Deus tem poder de curar. Impunha as mãos aos enfermos, rezava e Deus curava. Depois de sua morte continuou a fazer muitos milagres. Até hoje temos testemunhas de muitas pessoas que alcançaram grandes graças por intercessão de Santo António de Categeró.
Santo António de Categeró, que tem a sua festa comemorada em 8 de janeiro, foi um escravo que se tornou santo. Nasceu na Cirenáica, uma região do norte da África, no fim do século XV.
Na terra natal praticou a religião chamada Islamismo, que foi fundada por Maomé. Depois, capturado como escravo, foi levado para a ilha da Sicília, sul da Itália. Aí foi vendido para um senhor cristão. Naquele tempo o escravo era comprado por um valor equivalente ao valor de dois cavalos. Muito bom e humilde, Antônio era chamado de Tio Antônio. Foi instruído pelos patrões sobre a vida e a missão de Jesus Cristo.
Desse conhecimento de Jesus passou a amar o nosso Salvador e pediu para ser batizado. Tornou-se cristão. Não foi, porém um cristão comum, muito menos, um cristão relaxado. Praticava a lei de Deus com todo o fervor. Amava a Deus, procurando estar sempre com Ele por meio da oração. Procurava conhecer também a palavra de Deus na Bíblia. Orava muito, até durante a noite. Sempre se confessava e recebia Jesus na comunhão. Como a vontade de Deus é amemos também nossos irmãos, ele amava realmente o próximo.
Primeiramente, era muito trabalhador, cumprindo sempre as ordens de seu patrão, que o encarregou de cuidar das ovelhas. Depois, tinha amor pelos pobres. Pedia ao povo da cidade onde morava, a cidade de Noto, esmolas, e distribuía pelos pobres, alimento e roupas.Ajudava aos pobres também distribuindo leite e queijo das ovelhas. Uma vez o patrão o proibiu de dar leite e queijo para os pobres. António obedeceu. Então a produção diminuiu bastante. O patrão viu que ia tomar prejuízo.Mandou então que António continuasse a atender os pobres.E as ovelhas continuaram a produzir como antes, para alegria do patrão. Deus deu a António o dom de fazer milagres, de modo especial de curar pessoas. Muitos o procuravam para alcançar a saúde.
Antônio humilde, dizia que ele não passava de um simples escravo do Senhor Jesus, só Deus tem poder de curar. Impunha as mãos aos enfermos, rezava e Deus curava. Depois de sua morte continuou a fazer muitos milagres. Até hoje temos testemunhas de muitas pessoas que alcançaram grandes graças por intercessão de Santo António de Categeró. Era rigoroso observador dos dogmas e chamava a atenção de quem com ele estivesse que cometesse algum ato atentatório à doutrina Cristã. Não tolerava o uso indevido do nome de Deus em vão. Um rosário e um crucifixo eram seus permanente companheiros tornando-se sua identificação pictórica para imagens e estampas.
A devoção no Brasil através das Igrejas
Sua devoção foi trazida para o Brasil em 1699, para Salvador/Bahia, na Matriz de São Pedro, onde foi fundada sua primeira irmandade. Logo em seguida os escravos construíram uma igreja a qual queriam para patrono o Beato Antônio de Categeró. Havendo impossibilidade dessa pretensão, a igreja foi entregue para Nª Sª do Rosário, no Pelourinho, também em Salvador, hoje sendo um dos pontos turísticos da Capital da Bahia, no Brasil. É uma devoção que já conta com 313 anos de existência e a partir dali, Salvador/Bahia percorreu o Brasil.
Em Pernambuco existem três imagens que sabemos:Goiania – Museu da Cidade; Recife – Convento da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
No Rio de Janeiro existem  algumas devoções Católicas Romanas bastante  antigas, centro antigo da cidade  Igreja da Lampadosa, Igreja de Santo Elesbão e Santa Efigênia,  e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (onde há um complexo cultural e museu sacro) e na cidade de Campos na Igreja NªSª da Conceição; Ainda no Rio de Janeiro, no bairro da Penha aParóquia Nossa Senhora da Anunciação, Católica Ortodoxa Grega (onde há um pequeno museu do Beato Antônio de Categeró).
Em Minas Gerais, não o sabemos na Capital Belo Horizonte, mas há 9 cidades interioranas e periféricas que possuem imagem do Beato. São elas: Vila Rica – Igreja de Nossa Senhora do Rosário; Passos – Paróquia São Benedito; Milho Verde – Igreja Matriz Nª Sª dos Prazeres; Baldim – Igreja ou Capela não identificada; Ouro Preto – Igreja de Santa Efigênia; Sabará – Paróquia Nossa Senhora do Rosário; MG/São João Del Rei – Igreja da Irmandade do Rosário; Tiradentes – Igreja Rosário dos Pretos; tapecerica – Igreja Nª Sª do Rosário.
No Estado de São Paulo, também existem devoções antigas. Há abundância de igrejas com imagens do beato em templos católicos Romanos, como: Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Farncisco (ordem 3ª) ou também da Penitência; Capela de Nª Sª dos Aflitos;  Igreja da Irmandade de Nª Sª do Rosário dos Pretos;  Igreja de Nossa Senhora da Acripta;  Igreja de Santa Cruz das Almas Enforcadas;  Igreja de Santa Edviges;  Igreja de Santo Amaro;  Matriz de Nª Sª do Ó todos na Capital. No Interior: Ilha Comprida – Capela Santo Antônio de Catigeró e Itu – Igreja de Nossa Senhora da Candelária; Há ainda na cidade de São Paulo um Santuário de igreja católica Brasileira, com uma ampla gruta, fora da igreja principal, dedica ao Beato Antônio de Categeró.
Na região Sul do Brasil no Estado de Santa Catarina, Florianópolis  a Igreja de São Francisco. No Estado do Rio Grande do Sul quatro igreja de Porto Alegre e duas no Interior. Canoas – Igreja São Paulo Apóstolo; Capão da Canoa – Igreja de São José; Porto Alegre – Igreja de São Carlos; – Igreja São Francisco de Assis; – Paróquia Nossa Senhora das Graças e – Santuário de Nossa Senhora Aparecida;
Este é um rol de locais de devoção que não inclui uma série de locais como empresas, quartéis e particulares que mantém altar para devoção pública. Em Salvador na Bahia está há mais de 300 anos, já no extremo sul do Brasil está há quatro décadas. Mas é um fenômeno sua expansão no território brasileiro haja vista que, apesar de franciscano, não é levado por essa ou outra  ordem religiosa. O desenvolvimento de sua fé já atinge os países de língua espanhola da América Latina.
fonte: http://categero.org.br/?page_id=5


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Nossa Senhora da Confiança - 24 de Fevereiro

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História de Nossa Senhora da Confiança

Confiança! Confiança! Eu venci o mundo! (Jo 16, 33).

Quando a palavra confiança era pronunciada por Nosso Senhor Jesus Cristo, operava nos corações uma profunda e maravilhosa transformação, diz um sábio escritor. A aridez das suas almas era umedecida por um orvalho celestial, as trevas de seus espíritos se transformavam em luz, a angústia era substituída por uma calma serenidade.

O mesmo convite que Nosso Senhor fazia outrora aos seus ouvintes, repete hoje a nós. Confiança! Como essa virtude é necessária nos dias de hoje! Como estão equivocadas as almas que, sentindo suas deficiências e misérias, mal ousam aproximar-se do Divino Salvador, com receio de que um Deus tão puro, tão excelso não se inclinaria para elas, não perdoaria suas faltas! Deus é Misericórdia, e desde que desejemos sinceramente converter-nos, Ele tem pena de nossa miséria, e de nós se aproxima para salvar-nos, para nos colocar junto ao seu Sagrado Coração.

Mais ainda: quis nos dar um meio de experimentarmos a bondade do modo mais eloqüente possível em termos humanos, que é o carinho materno. Do alto da Cruz, no momento mesmo de entregar sua alma ao Pai, deu-nos sua própria Mãe para ser também nossa Mãe. .Mulher, eis aí o teu filho. (...) Filho, eis aí a tua Mãe!. (Jo 19, 26- 27). Como explica a Igreja desde seus primeiros séculos, em São João estava representada toda a humanidade.

Esse dom inenarrável de sermos, também, filhos da Mãe do Céu, nos facilita igualmente a prática da virtude da confiança Essas reflexões nos trazem à lembrança uma belíssima pintura de Nossa Senhora da Confiança, a Madonna della Fiducia, venerada na Cidade Eterna, na capela do Pontifício Seminário Romano, vizinho à famosa Basílica de São João de Latrão.

A devoção a Nossa Senhora da Confiança surgiu na Itália há quase três séculos, vinculada à venerável Irmã Clara Isabella Fornari, monja clarissa falecida em 1744, e com processo de beatificação em andamento. Abadessa do mosteiro da cidade de Todi, a Irmã Clara foi privilegiada por Deus com graças místicas, entre as quais a de receber em seus membros os estigmas da Paixão.

Nutrindo uma devoção muito particular à Mãe de Deus, portava sempre consigo um milagroso quadro que A representa com o Menino Jesus nos braços. A essa pintura se atribuíam graças e curas muito numerosas, e já no século XVIII começaram a circular pela Itália cópias dela, dando origem à devoção à Santíssima Virgem sob o título de Mãe da Confiança.

Uma das cópias acabou por se tornar mais célebre que a original. Foi ela levada para o Seminário Maior de Roma o principal do mundo, por ser o seminário do Papa, de onde se tornou padroeira. Todos os anos é venerada pelo próprio Pontífice, que vai visitá-la na festa da Madonna della Fiducia, em 24 de fevereiro.

Desde cedo, Nossa Senhora mostrou aos seminaristas que, se recorressem a Ela sob a invocação de Nossa Senhora da Confiança, podiam contar com seu auxílio nas piores situações.

Nesse sentido, entre os fatos prodigiosos mais insignes contam-se as duas vezes (1837 e 1867) em que uma epidemia de cólera atingiu a Cidade Eterna, mas o Seminário Romano foi milagrosamente poupado pela poderosa intercessão de sua Padroeira. Além disso, na Primeira Guerra Mundial, cerca de cem seminaristas foram enviados à frente de batalha, e colocaram-se sob a especial proteção da Madonna della Fiducia. Todos retornaram vivos, o que atribuíram à proteção da Santíssima Virgem. Em agradecimento, entronizaram o venerável quadro numa nova capela de mármore e prata.

Quando o famoso quadro do Seminário Romano ali chegou, vinha acompanhado de um antigo pergaminho, que ainda se conserva, o qual traz consoladoras palavras da Irmã Clara Isabel: A divina Senhora dignou-Se conceder- me que toda alma que com confiança se apresentar ante este quadro, experimentará uma verdadeira contrição dos seus pecados, com verdadeira dor e arrependimento, e obterá de seu diviníssimo Filho o perdão geral de todos os pecados. Ademais, essa minha divina Senhora, com amor de verdadeira Mãe, se comprouve em assegurar-me que a toda alma que contemplar esta sua imagem, concederá uma particular ternura e devoção para com Ela..

A devoção à Madonna della Fiducia mostra-se particularmente benéfica quando se reza a jaculatória: minha Mãe, minha confiança!

Muitos são aqueles que se fortalecem na confiança, ou a recuperam, apenas por contemplar essa bela pintura, sentindo-se inundados pelo olhar maternal, sereno, carinhoso, encorajador da Rainha do Céu.

E o divino Menino, também fitando o fiel, aponta decididamente o dedo indicador para a Santíssima Virgem, como a dizer:

Coloque-se sob a proteção d.Ela, recorra a Ela, seja inteiramente d'Ela, e você conseguirá chegar até Mim.

fonte: (Revista Arautos do Evangelho, Fev/2003, n. 14, p. 36 e 37)